Industria 4.0 e seus impactos

Introdução Esta é a segunda parte do artigo que falamos sobre a Industria 4.0. Nossa proposta aqui é estimular a reflexão sobre os impactos na capacidade industrial de se reinventar neste novo cenário industrial neste horizonte. Industria 4.0 e seus impactos Para enxergar todos os benefícios da indústria 4.0, o gestor precisa ter uma visão estratégica dos negócios. Investindo na modernização dos processos industriais, ele terá uma grande redução nos custos de produção. Mas é claro que, antes de entrar com tudo na Quarta Revolução Industrial, é necessário um detalhado planejamento. Mudam todos os processos e também o organograma da companhia. Uma oportunidade para ter menos profissionais com função operacional e mais com incumbências estratégicas (o que pode ser um desafio, como veremos a seguir). Desenvolver essa cultura organizacional de valorização da estratégia, é possível aproveitar ainda mais os pontos positivos da indústria 4.0. Com máquinas inteligentes e o princípio da modularidade, é possível ter uma produção muito mais flexível. Desse modo, o gestor, ao identificar demandas e tendências do mercado, poderá agir com muita velocidade para colocar um novo produto na rua. Assim, a realidade da indústria 4.0 traz impactos positivos também para o público consumidor, que terá maior acesso a produtos personalizados, de qualidade e a um custo menor. Impactos Negativos da Indústria 4.0 Sem dúvidas, é possível problematizar a indústria 4.0 por uma série de ângulos. Os ciberataques, por exemplo, já são um problema. Quanto mais conectada a empresa está, mais sujeita ele fica à espionagem industrial. Outro possível impacto negativo da indústria 4.0 é a distribuição do poder a tecnocratas, aqueles que detém o conhecimento técnico a respeito das novas tecnologias. Além da finalidade comercial, as inovações podem ser usadas para fins nobres, mas também para subjugar nações inteiras economicamente, acabando com seu mercado interno. Outra questão que vale a pena ser mencionada é a utilização da inteligência artificial tambémpara fins escusos, como golpes, guerras e fake news (esse último um problema bastante em voga atualmente). Mas nenhuma das questões que acabamos de mencionar preocupa tanto quanto os inevitáveis impactos da Quarta Revolução Industrial no mercado de trabalho. O mercado de trabalho na era da Indústria 4.0 Como deixamos claro no início do texto, a indústria 4.0 potencializa a automação. O que basicamente significa que as máquinas assumem ainda mais funções humanas. Para você ter uma ideia, até já saiu notícia de um robô-jornalista da Google, que projeta escrever 30 mil notícias por mês. Claro que, com a nova realidade, surgem novas profissões, como o cientista de dados. Sem contar que os profissionais cuja posição deixa de existir podem ser realocados para atividades estratégicas, como sugerimos antes. Mas tudo indica que o saldo, no final, será negativo. As máquinas inteligentes vão resultar em demissões no mundo todo. Especialmente na Europa, governantes e economistas começam a planejar uma solução para esse problema. Uma das ideias propostas é aperfeiçoar o Estado de bem-estar social que vigora com sucesso especialmente em países nórdicos, como a Dinamarca do economista Erik Brynjolfsson. No livro A segunda era das máquinas, Brynjolfsson afirma que a sociedade precisa discutir a distribuição da prosperidade com urgência. Afinal, a indústria 4.0 trará riqueza para alguns, mas a demissão de milhões. Em 2016, uma pesquisa feita junto a empresários de 15 economias estimou que as novas tecnologias suprimiriam até 7 milhões de postos de trabalhos em países industrializados nos cinco anos seguintes. Para o economista dinamarquês, devem ser consideradas soluções como o aumento de impostos ou a renda básica universal. Principais desafios da Indústria 4.0 Um dos grandes problemas da economia brasileira é que ela é baseada em serviços e em produtos de pouco valor agregado, altamente sujeitos à volatilidade do mercado internacional e com margens de lucro pequenas. A indústria se encontra estagnada e pode-se dizer que estamos na rabeira tecnológica, mesmo se comparados a outros países em desenvolvimento. Ou seja, implantar a realidade da Quarta Revolução Industrial é um desafio, tendo em vista que sempre engatinhamos nas revoluções anteriores. Para não ficar para trás, o país precisa formar profissionais qualificados, para planejar, executar e gerenciar as inovações tecnológicas. Além do conhecimento técnico, é necessário estimular a criatividade, proatividade e gosto de inovação. E ofertar uma melhor infraestrutura em logística e telecomunicações. As mudanças nas empresas Para os gestores, o primeiro passo é buscar a informação e procurem entender dos conceitos, princípios e pilares da indústria 4.0. Assim, terão a possibilidade de mensurar de forma precisa todos os impactos e benefícios da implementação das novas tecnologias em suas empresas. No caso do desafio da mão de obra qualificada, se não for possível encontrar o perfil de profissional desejado no mercado, a saída é investir na formação. Basta identificar, entre os recursos humanos da empresa, os colaboradores com maior disposição e potencial para aprender as aptidões necessárias. Investir na formação de um especialista pode até ser mais vantajoso do que contratar alguém de fora, pois o profissional já conhece a cultura organizacional da empresa, e a tendência é que, para retribuir o investimento, seja leal a ela. Quais cursos fazer para ficar atualizado? A Fundação Instituto de Administração (FIA) é referência entre as escolas de negócio do país. Mesmo com toda a sua tradição, volta-se para o futuro e tem uma série de cursos para preparar os gestores aos desafios da indústria 4.0. o de TI e desenvolver habilidades de gestão e liderança na área. Conclusão A indústria 4.0 pode até demorar para se difundir completamente no Brasil. Mas ela já está aí. É uma tendência global inevitável: as máquinas serão cada vez mais inteligentes e os processos de produção continuarão se alterando. Em vez de temer a tecnologia, é preciso se antecipar aos desafios que a nova realidade vai trazer e pensar em maneiras de potencializar seus impactos positivos. O primeiro passo, que é buscar mais informações sobre o assunto, você já deu lendo este artigo. Agora busque a qualificação com os cursos da FIA e comece a pensar na formação de seus colaboradores também. Equipe TRM Fonte: FEI
O que é a Indústria 4.0?

O que é a Indústria 4.0? Indústria 4.0 é um conceito que engloba automação e tecnologia da informação, além das principais inovações tecnológicas desses campos. Tudo isso aplicado à manufatura – entendendo o termo como sendo a transformação de matérias-primas em produtos de valor agregado. Pois manufatura, junção das palavras “mão” e “acabamento” em latim, designava um trabalho artesanal, feito à mão. O que acontece é que a indústria é incompatível com a ideia de fazer as coisas de forma manual. Você pode estar pensando “ok, mas qual a novidade disso?”. De fato, já faz muito tempo que as mãos dos operários têm sido substituídas pelas máquinas. Mesmo assim, continuamos avançando na automação, que é a capacidade dessas máquinas trabalharem sem nenhum operador humano no comando. A robótica, com sistemas previamente programados para que os equipamentos desempenhem determinadas funções sozinhos, também não é muito recente. O que a indústria 4.0 traz é o salto tecnológico de elevar essa automação à máxima potência, permitindo aos robôs desempenharem funções cada vez mais complexas. E não estamos falando apenas do operacional, como soldar duas placas de aço, mas também de tarefas que pensávamos serem exclusivas de nosso intelecto. São algoritmos que fazem as máquinas analisarem dados em uma velocidade que um humano não conseguiria em uma vida inteira. No final, podemos dizer que a indústria 4.0 é a realidade na qual a tecnologia industrial está cada vez mais eficiente: mais inteligente, mais rápida e mais precisa. E independente. A Quarta Revolução Industrial A indústria 4.0 também é frequentemente chamada de Quarta Revolução Industrial. Por que esse nome? Primeiro, entenda que a palavra “revolução” caracteriza fenômenos em que há uma transformação radical em uma sociedade. Então, não é qualquer novidade no processo de um fabricante que desencadeia uma revolução industrial, e sim uma tendência tecnológica que impacta a produção a nível mundial. Ela não ocorre da noite para o dia. Demora décadas para se consolidar e para ser reconhecida como revolução. Já se fala em automação e internet das coisas, por exemplo, há mais tempo do que se fala em Quarta Revolução Industrial e indústria 4.0. A primeira aconteceu em meados do século 18, com o surgimento das máquinas a vapor e ferrovias, substituindo o uso de animais para gerar força. Entre o final do século 19 e início do 20, desenvolveu-se a Segunda Revolução Industrial, com a energia elétrica e a linha de produção criada por Henry Ford, possibilitando a produção em larga escala. A terceira chegou junto com a informática, internet, computadores pessoais e toda a gama de plataformas digitais que modernizou o trabalho em fábricas e escritórios. Em cada uma dessas revoluções, as máquinas passaram a disputar ou roubar o protagonismo do homem em várias funções. E é o que acontece hoje também, mas vamos retomar esse assunto mais adiante. Princípios da Indústria 4.0 O termo indústria 4.0 surgiu de um projeto de um grupo de trabalho presidido Siegfried Dais e Henning Kagermann. Em 2012, eles apresentaram um relatório de recomendações para o governo alemão, planejando a implementação e desenvolvimento do que chamaram de indústria 4.0. Segundo eles, seis princípios caracterizam o projeto. São os seguintes: 1. Tempo real: a capacidade de coletar e tratar dados de forma instantânea, permitindo uma tomada de decisão qualificada em tempo real 2. Virtualização: é a proposta de uma cópia virtual das fábricas inteligentes, graças a sensores espalhados em toda a planta. Assim, é possível rastrear e monitorar de forma remota todos os seus processos 3. Descentralização: é a ideia da própria máquina ser responsável pela tomada de decisão, por conta da sua capacidade de se autoajustar, avaliar as necessidades da fábrica em tempo real e fornecer informações sobre seus ciclos de trabalho 4. Orientação a serviços: é um conceito em que softwares são orientados a disponibilizarem soluções como serviços, conectados com toda a indústria 5. Modularidade: permite que módulos sejam acoplados e desacoplados segundo a demanda da fábrica, oferecendo grande flexibilidade na alteração de tarefas 6. Interoperabilidade: pega emprestado o conceito de internet das coisas, em que as máquinas e sistemas possam se comunicar entre si. Pilares da indústria 4.0 Os pilares que listamos acima se manifestam na prática graças a uma série de avanços tecnológicos que surgiram nas últimas décadas. É por esse conjunto de inovações que podemos chamar a indústria 4.0 de Quarta Revolução Industrial, como falamos antes. Cada conceito tem suas particularidades, mas todos têm em comum o objetivo de tornar as máquinas mais eficientes. Abaixo, listamos algumas das tecnologias que podemos considerar os pilares disso tudo. Internet das Coisas A internet das coisas, também conhecida pela sigla IoT (de Internet of Things), é um conceito que trata da conexão de aparelhos físicos à rede. Não se trata de ter mais dispositivos para acessar a internet, mas sim a hiperconectividade ajudando a melhorar o uso dos objetos. Isso acontece dentro das residências (televisão, ar condicionado, geladeira e campainha conectados, por exemplo). Mas também nas indústrias, com máquinas gerando relatórios instantâneos de produção para o software de gestão na nuvem. Essa possibilidade é uma das bases da indústria 4.0. Big Data Big Data é o termo utilizado para se referir à nossa realidade tecnológica atual, em que uma quantidade imensa de dados é coletada e armazenada diariamente na rede. Também é um conceito-chave para a Quarta Revolução Industrial, porque são esses dados que permitem às máquinas trabalharem com maior eficiência. Eis aqui uma questão que um filósofo julgaria um paradoxo: são desenvolvidos algoritmos que permitem aos robôs tratarem e aproveitarem grande parte desses dados. Afinal, os humanos não têm a capacidade de fazer isso por conta própria. A ironia é que esses algoritmos são criados por cientistas da computação, que são seres humanos. Inteligência artificial Com o big data (coleta, armazenamento e tratamento de dados) e da internet das coisas (conexão entre máquinas e sistemas), uma fábrica tem as ferramentas básicas para entrar na Quarta Revolução Industrial. Para uma atuação realmente inovadora, no entanto, falta a inteligência artificial (IA), que é o que permite a tomada de decisão da máquina sem a interferência humana. Essa é uma questão bastante polêmica e temida por muitos que tentam enxergar o futuro da IA a longo prazo, tema que abordaremos mais adiante. Segurança
Onde há otimismo, há crescimento!!!

Onde há otimismo, há crescimento!!! Estamos encerrando 2019 com boas notícias para a indústria! Temos sim um longo caminho a percorrer em busca dos níveis confortáveis do que já foi nossa produção, mas estamos retomando. Importantes estados da federação apresentam crescimento industrial, uma clara sinalização de que há demanda para o consumo ativando a Indústria. Seja qual for o percentual, temos que comemorar. Não bastasse esse crescimento, CNI Divulgou também em novembro que a confiança do empresário cresceu em novembro, um claro sinal de que a perspectiva é positiva, acompanhe abaixo nas duas matérias que separamos para este post. Produção industrial cresce em 11 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE A produção da indústria cresceu em 11 dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na passagem de julho para agosto deste ano. Segundo a Pesquisa Industrial Mensal Regional, os maiores avanços ocorreram no Amazonas (7,8%) e no Pará (6,8%). Outros locais que registraram expansão foram São Paulo (2,6%), Ceará (2,4%), Pernambuco (2,1%), Rio de Janeiro (1,3%), Mato Grosso (1,1%), Minas Gerais (1%), Paraná (0,3%), Região Nordeste (0,2%) e Goiás (0,2%). Quatro locais tiveram queda: Rio Grande do Sul (-3,4%), Santa Catarina (-1,4%), Espírito Santo (-1,4%) e Bahia (-0,1%). Queda Já em relação a agosto de 2018, oito localidades apresentaram queda, com destaque para o recuo de 16,2% do Espírito Santo, e sete tiveram alta: 13% no Pará e 12,8% no Amazonas. No acumulado do ano, nove locais tiveram queda, sendo a maior delas no Espírito Santo (-12,8%). Dos seis locais com alta, o melhor resultado foi observado no Paraná (6,5%). Já no acumulado de 12 meses, dez locais tiveram queda, a mais acentuada no Espírito Santo (-7,2%). Dos cinco locais com alta, o maior avanço ocorreu no Rio Grande do Sul (6,6%). CNI: confiança do empresário da indústria cresce 3,2 pontos em novembro O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) cresceu 3,2 pontos em novembro ante outubro, informou hoje a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O indicador atingiu em novembro 62,5 pontos, numa escala que vai de zero a 100. Valores acima de 50 indicam situação melhor ou expectativa otimista entre os empresários.”O aumento de 3,2 pontos na comparação com outubro confirma a tendência de crescimento da confiança, iniciada em junho”, pontuou a CNI. “Cabe destacar, neste mês, a percepção de que a situação da economia está significativamente melhor do que nos últimos seis meses.” Entre os componentes do Icei, o Índice de Condições Atuais subiu 4,2 pontos em novembro, para 56,3. Conforme a CNI, este valor é o mais alto desde 2010. Já o Índice de Expectativas teve alta de 2,8 pontos no período, para 65,6 pontos.”A confiança, que já era elevada, volta a figurar entre os maiores valores da série. Excluindo-se o recente período pós-eleitoral, entre novembro de 2018 e março de 2019, a última vez que o Icei havia superado 60 pontos tinha sido em março de 2011″, registrou a CNI. “O Icei encontra-se 7,9 pontos acima de sua média histórica. “Comparação interanualEm relação a novembro de 2018, no entanto, o Icei registrou queda de 0,7 ponto em novembro deste ano, para 62,5 pontos. “Ressalte-se, contudo, que no momento atual a elevada confiança está baseada tanto no sentimento de melhora da situação corrente como nas expectativas para os próximos seis meses”, ponderou a CNI. “Em 2018, a percepção de melhora das condições correntes ainda era incipiente, e a confiança se baseava nas expectativas positivas, impulsionadas pela eleição de um novo governo.” Fonte: EBC e CNI Em suma Decidimos encerrar o ano com boas noticias. Queremos entrar em 2020 com otimismo e externando nosso mais profundo desejo de crescimento e de oportunidade para os negócios neste novo ano! Contem com a TRM em 2020! Feliz Ano Novo a todos!!! Nos encontramos em janeiro! Equipe TRM
O uso da tecnologia impacta a produtividade da mineração

A corrida pela inovação Digital na Mineração Com os lucros baixos, as mineradoras estão focadas em melhorar sua produtividade e a inovação digital pode fornecer esse avanço necessário. A indústria global de mineração está sob pressão. No curto prazo, a queda dos preços das commodities está comprimindo o fluxo de caixa. Olhando para o futuro, muitas minas existentes estão amadurecendo. Resultando na extração de teores de minério mais baixos e maiores distâncias de transporte da face da minas. Assim como as taxas de reposição de minério estão em declínio e os tempos de desenvolvimento de minas novas estão aumentando. Além disso, as operações de mineração em todo o mundo são 28% menos produtivas hoje do que há uma década. A indústria mudou seu foco para melhorar a produtividade “espremendo” os ativos existentes, mas essa estratégia de curta duração. Apesar dos altos e baixos do setor, a natureza da mineração permaneceu a mesma por décadas e atingir um avanço no desempenho da produtividade exige repensar como a mineração funciona. Neste artigo, descrevemos uma série de tecnologias digitais há muito tempo em andamento e que agora estão disponíveis e acessíveis o suficiente para se tornarem operacionais em escala para toda a indústria de mineração. Suas aplicações incluem a construção de uma compreensão mais abrangente da base de recursos, a otimização do fluxo de materiais e equipamentos, a melhoria da antecipação de falhas, o aumento da mecanização por meio da automação e o monitoramento do desempenho em tempo real. Sozinhas, cada uma dessas oportunidades tem potencial real. Já juntas, elas representam uma mudança fundamental tanto na melhoria da segurança, como no valor que pode ser captado no setor de mineração. Descrevemos essas oportunidades e levantamos várias questões-chave que os mineiros devem fazer a si mesmos enquanto navegam nessa jornada. O imperativo de produtividade Nossa análise mostrou que a produtividade global da mineração diminuiu 3,5% ao ano na última década. Essa tendência é evidente em commodities, geografias e na maioria das empresas de mineração. Embora haja debate sobre a causa do declínio, há um acordo universal de que esse desempenho é insustentável. À medida que a perspectiva da indústria se deteriorou, a maioria das empresas de mineração arquivou ou reduziu os planos de expansão e voltou a concentrar-se em fazer mais com menos. O resultado foi que a produtividade da mineração se nivelou e até começou a se recuperar em alguns locais e commodities. Mas ainda há um potencial significativo inexplorado para a melhoria da produtividade. Uma maneira de entender a ordem de grandeza é comparar a mineração a outras indústrias, como a produção de petróleo e gás, aço e refinamento de petróleo. Com base em nosso benchmarking, observamos um desempenho médio global da eficácia de equipamentos (OEE) de 27% para mineração subterrânea, 39% para mineração a céu aberto e 69% para britagem e moagem – comparado com 88% para produção de petróleo e gás, 90% para o aço e 92% para o refinamento de petróleo. Naturalmente, a mineração difere de outras indústrias de várias maneiras. É altamente variável, começando pela incerteza sobre a natureza do recurso sendo extraído. As operações de mineração geralmente ocorrem em ambientes extremos e em locais distantes. Mover as máquinas operadoras para o local de trabalho (seja transportando-as por aviões, movendo-as no subsolo ou com uso de outras máquinas) pode consumir tempo precioso por si só. E as tensões e estresses colocados em equipamentos de mineração por rochas de tamanho e dureza imprevisíveis resultam em danos e problemas frequentes. Mas este é exatamente o ponto central. Planejamento inteligente e coordenação de atividades são necessários para mitigar a variabilidade causada por forças externas. Dessa forma, é necessária uma execução disciplinada para eliminar a variabilidade que os mineiros criam. O caminho para uma mudança na produtividade da mineração virá através da redução e, quando possível, da eliminação da variabilidade que tornou a mineração única. Um ponto de inflexão para o setor de mineração Acreditamos que a indústria de mineração está em um ponto de inflexão, no qual as tecnologias digitais têm o potencial de criar novas maneiras de gerenciar a variabilidade e aumentar a produtividade. A adoção em grande escala de quatro diferentes grupos de tecnologias está se acelerando: Dados, poder computacional e conectividade A incorporação de um grande número de sensores em objetos físicos – produzindo grandes volumes de dados para análise e permitindo a comunicação entre máquinas – é cada vez mais acessível. Redes inteligentes podem relatar o uso de energia em milhões de lares; os sensores em poços de petróleo remotos de águas profundas fazem com que os sinais de alerta pisquem no centro de controle central quando surgem problemas. Mineradores já produzem grandes quantidades de dados de sensores, potencialmente permitindo-lhes obter uma imagem mais precisa e consistente da realidade na face rochosa do que nunca. Análise e inteligência Os avanços na análise, desde o aprendizado de máquina até as técnicas estatísticas aprimoradas para a integração de dados, ajudam a transformar vastos conjuntos de dados em insights sobre a probabilidade de eventos futuros. Empresas de telecomunicações, por exemplo, usam algoritmos inteligentes para prever a rotatividade de clientes; os varejistas os empregam para apontar ofertas aos clientes. Do mesmo modo, tarefas complexas de mineração, como modelagem geológica, programação diária e manutenção preditiva, estão cada vez mais no domínio de algoritmos inteligentes de estatística e otimização. Interação homem-máquina Os smartphones de consumo e outros dispositivos móveis transformaram a maneira como as pessoas interagem não apenas umas com as outras, mas também com máquinas. Os consumidores confiam em seus smartphones para orientar rotas, reservar táxis e monitorar sua saúde. Aplicações essas que também estão se espalhando rapidamente no campo industrial. Um exemplo são os óculos “inteligentes” que fornecem instruções aos trabalhadores que trabalham em uma linha de montagem ou a um trabalhador que realiza reparos em equipamentos, aprimorando as disciplinas operacionais. Outro exemplo é a roupa de trabalho que incorpora sensores que transmitem dados aos gerentes sobre condições perigosas e sobre a condição física dos próprios trabalhadores, melhorando os resultados de segurança. Conversão digital para físico Os avanços na
Como são feitos os Rolamentos

Primeiro e mais importante Para cada projeto existe um rolamento específico que irá atender uma necessidade operacional, mas em comum, todos os rolamentos precisam atenções básicas como: matéria prima de qualidade, engenheiros mecânicos experientes e bem preparados, Segurança para quem compra e Agilidade de quem produz. Rolamentos Industriais Em geral são mais exigentes que os aplicados em comércio ou ambiente doméstico, pela própria agressividade do ambiente em chão-de-fábrica. A despeito da diferenciação, os padrões industriais acabam se estendendo para o comércio e aplicações domésticas, pois uma vez identificada a “receita” para satisfazer a indústria, é vantajoso fidelizar a clientela com um padrão de qualidade superior ao da concorrência. Rolamentos industriais pouco diferem dos de uso comercial, exceto talvez pelo porte: nos dois casos, geralmente são componentes altamente solicitados, que, em caso de falha, provocam prejuízos, em razão da parada do equipamento, das despesas para a reposição do componente, e da mão-de-obra de substituição. Geralmente, os rolamentos são fáceis de analisar via diagnósticos, possibilitando detectar microfissuras ou deformações, riscos ou erosões. É possível antecipar defeitos muito antes que se tornem problemáticos de fato, e escolher a ocasião mais propícia para a manutenção. Altamente repetitivos, os rolamentos produzem ruídos cíclicos, fáceis de capturar em analisadores de vibrações, podendo mesmo chegar a produzir ruídos audíveis. A manutenção preditiva evita que os danos se propaguem para além do componente alterado. Concepção Componente certo para a aplicação correta: a chave é escolher entre rolamentos axiais, radiais, mistos, autoalinháveis; de esferas, de roletes cilíndricos ou cônicos, eventualmente de agulhas; abertos ou selados. E o porte. E o limite de rotação. Matéria-prima Embora nada impeça de se usar um rolamento industrial de aço inóx, o aço-Carbono pode produzir resultados igualmente duradouros. O aço inóx definitivamente não é indestrutível. E um rolamento industrial não se limita a pistas e esferas (ou roletes): incluem a estrutura da gaiola, retentores, e lubrificação. Processo Tanto as pistas como as esferas passam por processos que visam aproximá-las da perfeição: moldadas de modo a apresentar índices de isotropia adequados para a finalidade, são sujeitas a processos físicos para a aquisição do formato adequado, abaulamento ou esfericidade suficientes. As pistas passam por processo de espelhamento. O passo seguinte é o tratamento superficial, seguido de endurecimento em fogo, que igualmente alivia tensões acumuladas no aço. Eventuais truques de fabricação podem vir a ser úteis, como “casamento” entre componentes com dimensões semelhantes ou complementares, massas semelhantes, escolhidos através de medições classificatórias ou separação mecânica, eventual escolha de um ou mais componentes para “fechar” um conjunto sem risco de travamento; testes em processo, adição de massas para balanceamento, etc. Somente os fabricantes podem confirmar que tipos de cuidados são adotados. O ensaio final é geralmente o ponto-chave: cada rolamento é submetido a rotação próxima ao limite especificado, e analisado quanto aos níveis de ruído acústico e supersônico: eventuais partículas liberadas podem apresentar interesse para a diagnose dos componentes e do processo. Caso este seja saudável, uma percentagem expressiva dos rolamentos será plenamente aprovada na inspeção. Homocinéticos Este é um subproduto da tecnologia dos rolamentos. É uma engenhosa combinação que possibilita uma junta flexível nas três dimensões, mas assegura a transmissão de torque na proporção de 1:1. Este componente transmite tração do semi-eixo ao cubo dianteiro, devendo flectir-se com atrito mínimo, assegurando torque de mesma intensidade nas duas rodas. É uma junta baseada em esferas, confinadas em cápsula metálica previamente usinada; a montagem depende de ajuste fino computadorizado, e, uma vez desmontado, um homocinético é virtualmente impossível de remontar manualmente, levando em consideração que as esferas, muito semelhantes entre si, são ajustadas para adequação exata com a canaleta correspondente. O resultado é um conjunto que trabalha sem ser notado, chegando a giros de 1.500 RPM ou mais, e opera imerso em graxa, sujeita a substituição periódica. Equipe TRM Fonte: Correio Brasiliense
Tipos de Rolamentos

Para quem vive no mercado de rolamentos, certamente já ouviu falar sobre os rolamentos de rolos, axiais, esféricos, agulha, etc. Mas você conhece a ampla gama de variações de tipos de rolamentos que existem? Reunimos neste artigo de forma resumida alguns dos principais tipos de rolamentos e suas principais caraterísticas e modelos. ROLAMENTOS CILINDRICOS O rolamento de rolos cilíndricos é constituídos, em sua maioria, de uma carreira de rolos com gaiola. No entanto, podem ser encontrados rolamentos deste tipo de duas carreiras, de várias carreiras, sem gaiola, de uma, duas ou várias carreiras. Podem suportar cargas radiais pesadas, acelerações rápidas e velocidades elevadas Tipos Principais Tipo E Tipo HT Dupla Carreira Tipo SL Quatro Carreiras Rolamentos Radiais de Rolos Cilíndricos ROLAMENTOS CÔNICOS Os rolamentos de rolos cônicos têm pistas de anel, interno e externo, cônicas e rolos cônicos. Eles são adequados para suportar cargas cominadas, ou seja, cargas axiais e radiais atuando simultaneamente. As linhas de projeção das pistas convergem em um ponto comum no eixo do rolamento. Principais Características Rolamentos de Rolos Cônicos Com Duas Fileiras de Rolos Rolamento de Quatro Carreiras de Rolos Cônicos Rolamentos de Rolos Cônicos ECO-Top Rolamentos de Rolos Cônicos Com Uma Fileira de Corpos Rolantes ROLAMENTOS AUTOCOMPENSADORES Possuem duas carreiras de esferas ou rolos, com uma pista esférica comum no anel externo e duas pistas no anel interno inclinadas em um ângulo em relação ao eixo do rolamento. O ponto central da esfera na pista do anel externo fica no eixo do rolamento. No final da Segunda Guerra Mundial, os japoneses desenvolveram tecnologias que fizeram progressos substanciais a respeito deste produto. Assim, para cada tipo de aplicação, solicitação de forças ou tipo de ambiente, existe um tipo de rolamento. Desta forma, dentro da infinidade possível, temos rolamentos de esferas, rolos ou agulhas, rolamentos radiais ou axiais e também autocompensadores e séries especiais, desenvolvidas para uso específico em situações onde nenhum destes, conhecidos como “de prateleira”, são usados. Mais abaixo, você conhecerá alguns fabricantes parceiros. Rolamentos autocompensadores de esferas – tem uma pista do anel externo que juntos forma uma superfície onde o centro é comum ao centro do rolamento, o anel interno é constituído por duas pistas. Ele é capaz de se alinhar sozinho e compensar as possíveis irregularidades de acabamento do eixo, erros de montagem e outras possíveis situações. Os rolamentos autocompensadores de rolos – são fabricados por um anel externo que possui uma pista esférica operam duas carreiras de rolos. Por ser um rolamento autocompensador ele foi projetado com propriedades autocompensadoras, por isso seu uso é indicado em ocasiões que ocorram deslizamentos entre os anéis em função dos erros. ROLAMENTOS RÍGIDOS DE ESFERA São rolamentos versáteis, de concepção simples, do tipo não separável. São indicados para velocidades elevadas e extremamente elevadas, resistentes em operação e exigem pouca manutenção. Tipos Principais Rígidos de Esferas Contato Angular Axiais de esfera de escora simples Axiais de esferas com contato angular Um carreira de esferas Duas carreiras de esferas ROLAMENTOS DE AGULHA Um rolamento de agulha é um tipo de rolamento que apresenta elementos de rolos que são mais finos do que os tradicionais rolamentos. Devido aos seus diâmetros consideravelmente menores, o rolamento de agulhas é idealmente adequado para aplicações em que a redução de altura de rolamento é necessária. Características Há muitas configurações diferentes de rolamentos de agulhas disponíveis para satisfazer uma vasta gama de aplicações. Estes incluem rolamentos selados ou abertos e exemplos que incluem pistas externas flangeadas para maior estabilidade lateral. Rolamentos de agulhas em gaiolas de aço ou bronze possuem um número reduzido de rolos de orientação de posicionamento constante, que resulta em fricção reduzida. Isto aumenta o atrito co-eficiente do rolamento, mas também aumenta a sua estabilidade e capacidade de suporte de carga. ROLAMENTOS AXIAIS Tipos Principais De esfera de escora simples De sferas com contato angular Autocompensadores de rolas Rolos cilíndricos Rolos Cônicos Os rolamentos axiais podem ser de vários tipos: Axiais de Esferas de Escora Simples, Axiais de Esferas de Escora Dupla e Rolamentos Axiais de Agulhas. Precisa de ajuda técnica ou de um orçamento para seu projeto, parque industrial ou máquinas? Fale com nossa equipe!
Monitoramento Preventivo

Por que monitorar as condições das maquinas e realizar a manutenção preditiva? Para garantir uma longa vida útil para os rolamentos e outros componentes, é importante determinar as condições de operação da máquina e dos rolamentos quando se encontram em funcionamento. Boas práticas de manutenção como a manutenção preditiva auxiliam na diminuição do tempo de ociosidade da máquina e reduzem os custos gerais de manutenção. Monitoramento Preditivo Atuar em equipamentos quando necessário programar intervenções, otimizar ações na manutenção, atuar no real problema do equipamento evitar falhas progressivas controle e garantia na qualidade dos serviços internos e de terceiro. Relatório para visão gerencial da manutenção. Serviços Realizados Consultoria em manutenção; Comissionamento de fabrica; FULLSERVICE EM SISTEMA ROTATIVO Supervisão de montagem de rolamentos de grande porte; Análise de vibração; Soluções para monitoramento de condição de máquina; Alinhamento a laser de eixos; Alinhamento a laser e tensionamento eletrônico de transmissões ( Polias e correias); Alinhamento de Cardan ; Balanceamento de campo; Termografia; Ultrassom; Análise de falhas em Rolamentos & Engenharia de Aplicação ; Endoscopia Industrial ; TREINAMENTOS Tecnologia de Rolamentos; Lubrificação de rolamentos; Lubrificação Industrial; Tecnologia em transmissão por correias; Tecnologia em correias transportadoras; Análise de vibração básica; Alinhamento de eixos e polias; Balanceamento dinâmico de campo; Aumento de eficiência em sistema de transmissão de potência Gerenciamento planos de lubrificação; Análise de óleo; Construção, execução e revisão de planos de lubrificação; Regeneração / Filtragem de óleo; Transferência de conhecimento para equipe nas rotinas de lubrificação; Emenda e inspeção em correias transportadoras; Reparo e revestimento de tambores em correia transportadora ( em campo a Frio ou Quente ); Integridade Estrutural / Analise Estrutural ; Soluções para tamponamentos ; Soluções em Resinas ; Equipe TRM Fonte: ABECON
PIB será de 2,7% – Segundo CNI

A CNI acredita que o cenário econômico de 2019 será mais favorável, possibilitando o aumento do consumo das famílias A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou o balanço anual do setor em 2018. De acordo com a entidade, a economia frustrou neste ano, levando a indústria a crescer apenas 1,3% — bem abaixo dos 3% estimados em janeiro. Para 2019, a CNI estima que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil expandirá 2,7%, impulsionada por avanço de 3% do setor e 6,5% dos investimentos. Os dados foram divulgados na manhã desta quarta-feira (12/12) durante coletiva de imprensa. A CNI acredita que o cenário econômico de 2019 será mais favorável, possibilitando o aumento do consumo das famílias em 2,9%. A concretização dos números, porém, só será possível com a aprovação de uma reforma tributária e a adoção de medidas que melhoram o ambiente de negócios. No cenário mais benigno, o PIB do país pode expandir 3% ou mais, na interpretação da entidade. O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, afirmou que tem uma “expectativa muito forte” de que o governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), vai conseguir fazer a reforma da Previdência. “A principal reforma é a da Previdência. Essa é fundamental. Já existe na própria sociedade uma consciência de que ela precisa ser feita. É importantíssima para que o Brasil possa avançar”, disse. “As outras (reformas) vão tem que caminhar em paralelo”, completou. Na interpretação de Andrade, caso o Brasil não consiga aprovar a reforma da Previdência, o próximo governo vai ter que mostram como vai reduzir o deficit público. “A previdência reduz a médio e longo prazo, mas é uma sinalização grande para o mercado de investidores. Agora, o governo vai ter que buscar outros recursos: reduzir outras despesas, gastos não essenciais e procurar receita sem aumentar impostos. Vai ter que melhor a economia para crescer, criar emprego”, ressaltou. Perspectivas A projeção da CNI aponta que a taxa de desemprego cairá para 11,4% e a inflação ficará em 4,1% em 2019, ou seja, abaixo do centro da meta estipulado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,25%. Mesmo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) controlado, a taxa de juros terá que subir para ajustar a política monetária. A CNI avalia que a Selic terminará 2019 em 7,5% ao ano. A balança comercial, por sua vez, fechará 2019 com saldo positivo de US$ 45 bilhões. Flávio Castelo Branco, gerente executivo de Política Econômica da CNI, explicou que o país precisa aumentar a taxa de crescimento da produtividade de forma permanente e sustentável. Para isso, ele avalia que são necessárias aprovação de reformas importantes, como da Previdência e a tributária, além da adoção de medidas microeconômicas para diminuir os entraves burocráticos. De acordo com ele, apesar de atenuantes internacionais, os principais desafios continuam dentro do país. “Os riscos maiores (para 2019) continuam sendo os nossos próximos passos”, declarou. “O governo Bolsonaro enseja maior otimismo quando vemos indicadores de confiança, mostrando que há uma expectativa muito grande que esse conjunto de mudanças estruturais comecem a se manifestar e se materializar num ciclo virtuoso que levem o crescimento de taxas expressivas”, afirmou. Sobre o cenário externo, Castelo Branco avalia que os maiores riscos são relacionados à guerra comercial, envolvendo a China e os Estados Unidos (EUA). “Cria dificuldade, incertezas e isso prejudica mais do que ajuda”, afirmou. “Mas de todo modo, os riscos externos são moderados, porque o Brasil tem um certo colchão com as contas externas, por conta das reservas internacionais. Por isso não é tão sensível”, acrescentou. Confira os números apresentados: PIB Nacional: -3,5% (2016); 1% (2017); 1,3% (2018)*; 2,7% (2019)* PIB Industrial: -4,6% (2016); -0,5 (2017); 1,3% (2018)*; 3% (2019)* Consumo das famílias: -3,9% (2016); 1,4% (2017); 2,1% (2018)*; 2,9% (2019)* Taxa de desemprego: 11,5% (2016); 12,7% (2017); 12,2% (2018)*; 11,4% (2019)* Investimentos (Formação bruta de capital fixo): -12,1% (2016); -2,5% (2017); 5,1% (2018)*; 6,5%)*; Negociações A confederação apresentou à equipe técnica de transição, chefiada pelo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, um documento com 36 sugestões de medidas para serem implementadas nos 100 primeiros dias de governo. Para a área de infraestrutura, serão nove ações, desde o enfrentamento de obras paradas, fortalecimento das agências reguladoras e aumento de competitividade. Há também medidas para o ambiente macroeconômico, segurança jurídica, tributação, financiamento, recursos naturais, relações do trabalho, política industrial, educação e segurança pública. Equipe TRM Fonte: Correio Brasiliense
Na contramão da crise, Indústria do aço projeta um crescimento de 30% em 2019

Em sintonia com o aumento de 8,9% nas vendas de 2018, a indústria do aço projeta uma perspectiva muito positiva para este novo ano. Crescimento pode chegar a 30% em 2019. Essa projeção tem relação, especialmente, com o aumento do consumo do produto e da demanda por parte das empresas de autopeças, dos setores de implementos agrícolas, da indústria de reposição e de transformação, entre outros. O sócio-fundador e diretor comercial da AÇOVISA, Andreis Bassi de Melo, confirma que o mercadodeverá continuar aquecido em 2019. “Fechamos 2018 com aumento de 25% nas vendas e aumento de 32% no faturamento. Para 2019, nossa meta é aumentar as vendas em 30% e o faturamento em 35%. E, muito disso, virá dos investimentos que faremos”, adiantou Melo. Entre 2018 e até o final do ano de 2019, a distribuidora de aço espera ter investido entre R$ 5 milhões e R$ 8 milhões, com objetivo de se tornar ainda mais competitiva. “Teremos novas linhas de produtos, vamos trocar 60% da frota de veículos e ainda o maquinário, que contará com máquinas de corte sofisticadas em todas as sete unidades da empresa espalhadas pelo país. Além disso, estamos investindo em um software para automatizar e integrar todo o sistema, nos consolidando, assim, na indústria 4.0”, apontou. Outra área que deve se beneficiar com esse otimismo da indústria do aço neste ano é o de empregos. Só a AÇOVISA quer aumentar o seu quadro de funcionários em 10%. “As vagas, inclusive, já estão abertas para a equipe Comercial, de Assistência Técnica e de Produção”, completou Melo. Equipe TRM Fonte: Ultimo Instante
7 previsões da CNI para a economia brasileira em 2019

Confira as estimativas da indústria para os investimentos, o consumo das famílias, o emprego, a inflação e os juros O desempenho da economia e da indústria neste ano será melhor do que em 2018. O Produto Interno Bruto (PIB) – a soma das riquezas produzidas no país em um ano – crescerá 2,7%. A indústria, com uma expansão de 3%, vai liderar o crescimento da economia. As previsões estão na edição especial do Informe Conjuntural – Economia Brasileira, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Mas, essas estimativas só se confirmarão se o novo governo eleito fizer o ajuste duradouro nas contas públicas, avançar nas reformas estruturantes, como a previdenciária e a tributária, e adotar medidas para melhorar o ambiente de negócios, entre as quais estão a desburocratização, alerta a CNI. Confira sete previsões da CNI para o desempenho da economia em 2019: 1 – Economia crescerá 2,7% O ano começa com a expectativa de que o novo governo implementará as reformas necessárias ao crescimento da economia, como a previdenciária e a tributária. A medida em que o país avançar no caminho do ajuste das contas públicas e na melhoria do ambiente de negócios, a confiança de empresários e consumidores vai melhorar e a taxa de crescimento pode alcançar até 3%. 2. Indústria, com expansão de 3%, vai liderar o crescimento Depois dos altos e baixos registrados em 2018, a indústria brasileira deve consolidar a trajetória de crescimento e fechar 2019 com uma expansão de 3%, impulsionada pelo aumento do consumo e dos investimentos. A indústria extrativa crescerá 2,2%, a de transformação, 4,8%, e a da construção, 0,3%. 3. Investimentos aumentarão 6,5% O indicador de intenção de investimentos da CNI mostrou que, ao longo de 2018, os empresários estão mais propensos a investir. Com um cenário mais favorável, os investimentos devem crescer 6,5% em 2019. 4. Consumo das famílias terá expansão de 2,9% A recuperação da atividade, o controle da inflação, a queda do desemprego, a redução dos juros e a recomposição das finanças das famílias estimularão o consumo, que deve crescer 2,9% em 2019. 5. Taxa de desemprego diminuirá para 11,4% A reativação da atividade movimentou o mercado de trabalho, que havia fechado 3,5 milhões de postos de trabalho entre 2015 e 2016. Com a aceleração do crescimento prevista para este ano, as empresas devem contratar mais do que em 2017. A taxa média de desemprego em 2018 será 1 ponto percentual menor do que a do ano passado. 6. Inflação será de 4,1%, abaixo da meta do governo Mesmo com a previsão de aumento do ritmo de crescimento da economia, a inflação ficará abaixo do centro da meta de 4,25% fixada pelo Banco Central. O controle dos preços deve-se à elevada ociosidade da economia brasileira, à alta taxa de desemprego e à política monetária. 7. Taxa média de juros será de 6,83% ao ano Os juros básicos da economia devem subir 1 ponto percentual a partir do segundo semestre, com a aceleração do ritmo de crescimento econômico. Equipe TRM fonte: https://noticias.portaldaindustria.com.br/noticias/competitividade/7-previsoes-da-cni-para-a-economia-brasileira-em-2019/
