O Armazenamento e Gestão da matéria Prima na Indústria

  O funcionamento eficiente de uma indústria, em grande medida, depende de um fluxo linear de processos. Cada etapa de produção precisa ser devidamente executada, dando subsídios para a etapa seguinte. Nesse cenário, o armazenamento da matéria-prima é um ponto crucial, já que a indústria depende de insumos para se manter em atividade. No entanto, a armazenagem de matéria-prima vai além da simples alocação de produtos e materiais em um espaço. Na realidade, existe uma série de fatores que precisam ser geridos para que a produção seja mantida em um fluxo contínuo e para que, assim, a empresa consiga administrar o volume de insumos e a frequência com que eles são repostos. Esses fatores impactam diretamente os custos de armazenagem e o aproveitamento da matéria-prima, evitando desperdícios em razão do mau acondicionamento ou expiração de prazos de validade, assim como o excesso e a falta de insumos na produção. Dada a importância desse tema para o sucesso operacional da indústria, preparamos este artigo pontuando as melhores práticas para armazenar matéria-prima. Continue a leitura e aprenda mais! Quais as melhores práticas para armazenar matéria-prima nas indústrias? A armazenagem de matéria-prima na indústria está relacionada basicamente ao segmento em que se atua. Cada tipo de indústria lida com insumos próprios, com características específicas e que dependem de uma gestão distinta. Por exemplo, a indústria alimentícia trabalha com insumos perecíveis e sensíveis ao calor, na maior parte das vezes. Por outro lado, a indústria farmacêutica lida com uma matéria-prima ainda mais crítica, cujo armazenamento depende de condições ideais de temperatura, umidade e higiene. Agora, trazendo para a realidade da indústria de aço/autopeças, por exemplo, o gerenciamento da matéria-prima já não tem que se preocupar tanto com prazos de validade, pois não lida com produtos tão perecíveis. Apesar disso, ainda assim existem cuidados a serem adotados para fazer o armazenamento e gestão corretos de materiais como lubrificantes. A seguir, listamos algumas das melhores práticas a serem executadas dentro da indústria. Confira! Monitorar ativamente a linha de produção Monitorar o funcionamento da linha de produção é um passo fundamental para compreendê-la e identificar os gargalos que eventualmente podem estar presentes em sua operação. Esse é o ponto-chave para verificar se há desperdícios ou falhas. Esse monitoramento se materializa, entre outras ações, com um mapeamento, o qual pode ser feito de maneira manual ou por planilhas. É preciso entender o fluxo de produção, averiguando onde e quando os materiais são utilizados, para não armazenar insumos em excesso e nem os deixar faltar. Contar com bons fornecedores Outro ponto decisivo no processo de gestão é a negociação de matérias-primas com bons fornecedores. Empresas de alto padrão oferecem mais suporte sobre as condições para armazenamento, auxiliando a indústria nesse ponto. A exemplo, fornecedores que sejam parceiros podem contribuir na identificação de eventuais problemas em lotes de produtos.  Esse controle e apoio é crucial, especialmente em matérias-primas perecíveis e/ou que demandam cuidados específicos na armazenagem. Esse é caso de produtos combustíveis, que têm prazo de validade e precisam ser armazenados em condições adequadas de temperatura, luz, umidade e em ambientes livres de contaminação de partículas ou atmosféricas. Desenvolver uma boa gestão de estoque É de suma relevância para o armazenamento de matéria-prima desenvolver uma boa gestão do estoque. Nesse quesito, por exemplo, os produtos mais velhos devem ser utilizados primeiro e somente depois os mais novos. É importante ter essa organização para evitar o perecimento de mercadorias pela demora no uso. Além disso, mesmo que a matéria-prima não seja perecível, é interessante manter o controle das datas de entrada e saída dos lotes de cada produto, até para que se possa estabelecer um cronograma mais rígido de fornecimento, de acordo com a demanda, evitando que insumos fiquem muito tempo parados no estoque, imobilizando capital da empresa. Apoiar-se no uso da tecnologia Usar automação e os benefícios da indústria 4.0 para o controle de estoque, por exemplo, estão entre as melhores práticas do mercado quando se fala em armazenamento de matéria-prima. Hoje, a indústria não pode mais perder tempo e dinheiro com a gestão manual dos seus estoques, abrindo margem para erros e gargalos. Em tempo de transformação digital, inovar por meio de inteligência artificial, com sistemas ERP (Enterprise Resource Planning), por exemplo, garante todo o suporte necessário para que gestores documentem e visualizem o fluxo de entrada e saída de insumos e matérias-primas. Com apoio dessa tecnologia, é possível gerir estoques menores, estabelecendo acordos de fornecimento mais ágeis, em que o fornecedor entrega exatamente aquilo que a indústria necessita, eliminando os custos de manutenção de grandes estoques e os riscos de desperdício. No mesmo sentido, usar um sistema de identificação para catalogar o estoque é a base para um controle mais eficiente, ágil e informatizado. Quais os cuidados que devem ser tomados nessa armazenagem? Como dito, os cuidados na armazenagem de matéria-prima variam de acordo com o tipo de atividade desenvolvida pela indústria. Cada segmento exigirá instalações, embalagens, pessoal e um volume de produtos distintos, características essas que precisam ser rigorosamente atendidas. No caso da indústria de autopeças, que lida com insumos e matérias-primas derivadas de petróleo e extratos minerais, existem práticas capazes de otimizar o processo de armazenagem. A exemplo, Equipe TRM  Fonte: Inovação Industrial

Crescimento e Investimento em 2021 na Indústria

  62% das indústrias projetam aumento no faturamento para 2021, revela pesquisa da CNI Praticamente três em cada quatro indústrias (73%) retomaram o nível de emprego do pré-pandemia. Sete em cada 10 empresas superaram ou voltaram ao mesmo faturamento de antes da crise gerada pela Covid-19 Pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela o impacto da pandemia do novo coronavírus na economia, estratégias adotadas para superar a crise e as perspectivas para as empresas industriais em 2021. Os dados indicam que sete em cada dez negócios industriais já retomaram pelo menos ao mesmo nível de produção (70%) e de faturamento (69%) de fevereiro, antes da chegada da Covid-19 ao Brasil. Praticamente três quartos (73%) estão com o mesmo nível de emprego do registrado no pré-pandemia e as perspectivas para 2021 são de aumento no faturamento em 62% das empresas pesquisadas.  A pesquisa inédita, encomendada ao Instituto FSB Pesquisa, será divulgada na íntegra no 12º Encontro Nacional da Indústria (ENAI). Com o tema “Como a indústria pode impulsionar o crescimento do Brasil” e correalização do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o ENAIserá realizado nos dias 17 e 18 de novembro totalmente online, por meio da plataforma InEvent. Acesse a íntegra da pesquisa Construída em parceria com associações e executivos da indústria, a programação discutirá temas caros para o desenvolvimento do setor e, consequentemente, da economia nacional. Entre eles, a urgência da reforma tributária, a importância da inserção internacional e de uma nova estratégia de política industrial. A inscrição segue aberta e é gratuita.  A pesquisa a ser apresentada no ENAI mostra as estratégias adotadas pela indústria para conseguir atravessar a crise. Quando perguntados quais as duas medidas mais importantes adotadas nos últimos seis para acelerar o crescimento do negócio, 40% apontaram a busca de novos fornecedores no Brasil; 39%, a aquisição de máquinas e equipamentos; 30%, a adoção de novas técnicas de gestão da produção; e 20%, o investimento em novos modelos de negócio. Os dados mostram que, em parte significativa das empresas, as ações adotadas surtiram efeito. Quase metade dos entrevistados afirma que hoje estão em situação melhor que antes da pandemia: 45% declaram que a produção atual é maior que a de fevereiro e 49% têm um faturamento superior ao registrado no segundo mês do ano. Os que ainda estão com faturamento menor que no período pré-pandemia são 30% do total. Apesar de 87% das empresas terem sido afetadas pela pandemia, só 27% delas estão hoje com um nível de mão de obra inferior ao pré-pandemia. Olhando para o futuro, os executivos industriais estão otimistas em relação a 2021. Para 55%, o próximo ano será de crescimento econômico — apenas 12% apostam em retração em 2021 — e 62% acreditam no aumento do faturamento do seu próprio negócio. Só 9% esperam queda no faturamento. Outros 28% falam em manutenção. Com a retomada da produção e do faturamento, a maioria das empresas (52%) já registra, no mínimo, a mesma lucratividade de fevereiro – 28% com aumento e 24% com a manutenção das suas margens. Quase metade dos negócios (47%), no entanto, ainda operam com uma margem de lucro menor que antes do início da pandemia. A hipótese é que, mesmo com o aumento no faturamento, as indústrias têm sofrido com a alta das despesas com energia e insumos, por exemplo. A CNI entregou documento estruturado com propostas para a retomada do crescimento para lideranças do governo e do Congresso Nacional em setembro. Destaque para a urgência das reformas tributária e administrativa. “Vários indicadores mostram que, passado o pior momento da crise sanitária causada pela pandemia da Covid-19, a economia brasileira está em claro processo de recuperação. A retração foi grave, com enormes prejuízos às empresas e aos trabalhadores, mas a atividade econômica vem avançando, ainda que aos poucos. A questão que se põe, neste momento, é como acelerar essa retomada, adotando medidas para estimular um crescimento mais vigoroso e sustentado ao longo do tempo, com investimentos e criação de empregos”, afirma o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade. Aumentar a competitividade da indústria nacional deve ser prioridade para o governo Para a ampla maioria (92% dos entrevistados), o governo brasileiro deveria praticar políticas públicas para aumentar a competitividade da indústria nacional. O principal problema financeiro é majoritariamente o pagamento de impostos e tributos, citado por 78% dos executivos como um dos dois principais problemas. Em segundo lugar estão os salários e encargos sociais (48%). Quando perguntados sobre quais serão os dois setores com maior contribuição para a retomada econômica brasileira no pós-pandemia, 75% citam a indústria e 64%, o agronegócio. A menos de dois meses de acabar o ano, 43% dos empresários industriais apostam em crescimento da receita em 2020, na comparação com 2019. Mas 37% projetam fechar o ano com receita menor e 19% acreditam que vão empatar com 2019. Ações do governo para tornar indústria nacional mais competitiva dividem empresários Perguntados se consideram a própria empresa competitiva na comparação com os concorrentes, os executivos têm uma posição conservadora. Numa escala de 0 a 10, a competitividade da empresa do entrevistado é 7,3, contra 7,1 dos concorrentes nacionais e 5,6 dos competidores estrangeiros. Há um certo ceticismo em relação ao impacto de medidas governamentais para aumentar a competitividade da indústria nacional. Dentre os entrevistados, 36% acreditam que a indústria nacional ficará mais competitiva, 26% que ficará igual e 35%, menos competitiva. Metade dos empresários creditam mais ao governo a responsabilidade por aumentar a competitividade das empresas nacionais; 28% dizem que a responsabilidade é mais das empresas e 21%, que é de ambas as partes. A atuação internacional das empresas sofreu leve redução durante a pandemia. Em 2019, 21% das empresas industriais entrevistas tinham exportado. Em 2020, esse percentual caiu para 18% do total. Dentre quem ainda não opera no mercado internacional, praticamente metade (48%) gostaria de expandir as fronteiras do seu negócio. A pesquisa da CNI junto ao Instituto FSB Pesquisa entrevistou, por telefone, entre 23 de outubro e 12 de novembro de 2020, executivos de 509 empresas

Os Cuidados com os Rolamentos Agrícolas

  A Atenção com os rolamentos. É sabido que os rolamentos são fundamentais para o funcionamento de diversos tipos de máquinas, e entre elas existem algumas que necessitam de cuidados especiais tais como as maquinas agrícolas. Realizar manutenções preventivas é uma das melhores maneiras de evitar problemas e imprevistos. Além disso, na situação atual do país que passa por uma crise econômica é mais inteligente evitar custos desnecessários, principalmente se tais forem gerados por falta de cuidado ou mau manuseio dos equipamentos. Abaixo listarei algumas formas de evitar ou até mesmo extinguir coisas que podem gerar aquela famosa “dor de cabeça”. Lubrificação Como já publicado por nós em outro artigo que falamos especialmente sobre esse cuidado ( Veja aqui ), a lubrificação é de suma importância para a conservação e bom funcionamento do rolamento. A lubrificação realizada de forma correta, com graxa e óleo de qualidade evitará que o rolamento seja danificado pelo ressecamento.  Armazenamento O armazenamento da peça é fundamental para evitar qualquer tipo de contaminação. Para armazenar de forma correta o rolamento deve-se considerar em primeiro lugar a umidade do ambiente, pois locais com muita umidade podem ser prejudiciais ao rolamento. Além disso, a embalagem original sempre deve ser mantida, podendo ser retirada somente e exclusivamente para o uso. Tomando tais precauções evitaremos ferrugens, oxidações e contaminações em nossas peças. Profissional de manutenção qualificado. Ter assessoria de profissionais qualificados é de suma importância. Isso evita surpresas e prejuízos importantes e até acidentes gerados por uma troca realizada de forma indevida ou má realizada. Também é importante a utilização de ferramentas adequadas para a realização do serviço, em caso de duvidas utilize as instruções de instalação do fabricante (caso existam). Nessa hora, qualquer tipo de improviso não pode ser aceito, então tenha muita atenção na hora de escolher o profissional que ira atendê-lo. Orientações importantes. Quem estiver operando a máquina sempre deve estar atenta para barulhos incomuns durante sua operação. Rolamentos desgastados reproduzem sons que podem ser percebidos com o mínimo de atenção. Por isso é muito importante se atentar com os “sintomas” que as suas máquinas apresentam. Considerar a qualidade das peças é muito importante também. Evite a compra de peças recondicionadas ou de qualidade duvidosa. Por mais que custem um pouco mais, invista em peças recomendadas por fabricantes, pois dessa forma o prejuízo certamente será evitado.  Por fim, a utilização do maquinário em condições normais de trabalho também é fundamental na conservação dos rolamentos, assim como das outras peças presentes. Permita o uso correto da maquina para o trabalho que lhe foi designado, assim acidentes e prejuízos certamente serão evitados. Tenha na sua equipe do campo  ficar atenta a cuidados são básicos para com os seus equipamentos, mas que podem fazer uma diferença enorme, na sua produção diminuindo as falhas inesperadas e também no seu bolso cortando os gastos desnecessários com a compra de peças. A TRM conta com um time de engenheiros que pode te ajudar na manutenção correta dos seus equipamentos agrícolas. Fale conosco! Equipe TRM  Fonte: Rolport

A origem das falhas nos rolamentos

  Falhas em Rolamentos e Suas Causas As falhas em rolamentos são as principais causas para os baixos índices de produtividade e disponibilidade de algumas indústrias. Nesse artigo listamos as principais causas de falhas em rolamentos e apresentamos as soluções para cada uma delas. O rolamento é um componente mecânico encontrado em uma gama enorme de aplicações, em 99% dos processos produtivos existe pelo menos um rolamento em operação e eles são itens cruciais na grande maioria das plantas industriais. Os rolamentos são itens confiáveis, mesmo quando submetidos a condições severas de uso e funcionamento. A vida útil de um rolamento pode alcançar números incrivelmente satisfatórios, como exemplo podemos citar a Zementwerk – uma fábrica de cimentos localizada em Berlim Alemanha. A Zementwerk manteve um par de rolamentos de um exaustor em operação por 31 anos. Esses números são atrativos e completamente alcançáveis, mas serão atingidos somente se o rolamento for  bem armazenado, manuseado, instalado e lubrificado. São nesses pontos em que a grande maioria das pessoas pecam e acabam afetando a vida útil do rolamento. Analisando o gráfico abaixo temos as principais causas de falhas em rolamentos, podemos ver que: 34% Das falhas  em rolamentos estão ligadas à deficiências de lubrificação. Negligenciar as atividades de lubrificação é a maior causa de falha em rolamentos. A lubrificação dos rolamentos deve ser como um tripé composto pelos itens: lubrificante certo, quantidade certa e intervalos de relubrificação certo. – Lubrificante certo: O lubrificante (graxa ou óleo) deve ser escolhido de acordo com os principais fator es de operação: Velocidade de Trabalho (RPM), Temperatura de Operação e Carga de Trabalho. – Quantidade Certa: A quantidade de lubrificante (nesse caso a graxa) para relubrificar os rolamentos deve ser calculada através da fórmula: G = 0,005 x D x B. Onde: G = Gramas; D = Diâmetro Externo do Rolamento (em milímetros); B = Altura do Rolamento (em milímetros). – Intervalo de Relubrificação: Esse ponto também é definido com base nos seguintes fatores de operação: Velocidade de Trabalho, Temperatura, Carga de Trabalho, Condições Ambientais (Poeira ou Umidade), Condições operacionais (vibrações, choques, etc). Confira o artigo que publicamos sobre lubrificação de rolamentos clicando aqui! 19% das falhas em rolamentos são causadas por contaminação. Apesar de ser algo comumente negligenciado a contaminação do lubrificante é algo extremamente prejudicial a vida útil dos rolamentos, e deve ser algo a ser prevenido e não remediado, como é feito na grande maioria dos casos. Considerando que esse tipo de  falha representa um total de 19% no total de falhas em rolamentos, vale a pena investir em sistemas de blindagem, filtros especiais, sistemas de filtragem de lubrificante off-line e outros componentes que protejam a vida útil do lubrificante e consequentemente do rolamento. 21% Estão relacionados a falhas de alinhamentos Um conjunto mecânico para funcionar perfeitamente necessita estar devidamente alinhado, balanceado e lubrificado. Esses itens são básicos. Caso falte o alinhamento, balanceamento ou lubrificação, logo os componentes vão começar a denunciar. Uma boa prática é realizar o alinhamento dos eixo a laser. Pois ele é capaz de determinar com precisão e em tempo hábil, a condição de alinhamento de um determinado conjunto. Também se consegue detectar condições como pé-manco, retilineidade, planicidade e etc. Combinando-se rapidez, praticidade e precisão. 18% Tem na montagem um fator importante de falha A montagem de um rolamento é um trabalho que exige uma precisão quase cirúrgica. Os métodos de instalação devem ser avaliados, as medidas do eixo ou do alojamento do rolamento devem ser ajustadas com a folga apontada na tabela e as ferramentas utilizadas na montagem devem ser apropriadas . Podemos dizer que em cada 10 rolamentos montados, 2 já iniciaram o seu período de trabalho com algum defeito e em um futuro incerto esse defeito aparecerá e trará com ele um prejuízo ainda maior. 3% Da armazenagem e manuseio inadequados causam estas falhas ARMAZENAGEM Existe uma maneira correta de se armazenar cada item de um estoque. Com os rolamentos não poderia ser diferente, pois no futuro pode se pagar caro por uma armazenagem inadequada. Confira as dicas: A maioria dos rolamentos são recobertos com uma camada de óleo protetivo contra a oxidação antes de serem empacotadas e transportados, sendo assim, armazene-os em sua embalagem original. O local para armazenagem deve ser isento de poeira, umidade, vibrações e calor; A temperatura do estoque deve ser de 6 a 25 °C. Não armazene rolamentos em posição vertical. Deixe-os sempre deitados e apoiados em toda sua circunferencia. Anualmente, devem ser invertidas as posições das faces de apoio dos rolamentos. Pratique a metodologia FIFO. “First-in, First-out” ou seja, o primeiro que entrar no estoque deve ser o primeiro a sair. Uma boa prática é armazenar rolamentos por no máximo 3 anos. MANUSEIO Manuseie os rolamentos com luvas; Não permita que o rolamento sofra choques ou pancadas; Se for um rolamento de grande porte e precise ser transportado por algum veículo: Prefira transporta-lo deitado e bem amarrado; Em caso de ambientes agressivos, proteja sempre o rolamento com alguma coisa. 5 %  São motivos diversos ou desconhecidos. Equipe TRM  Fonte: Engeteles

4ª Revolução Industrial – Governo cria o C4IR Brasil

  Objetivo é preparar as empresas do País para a quarta revolução industrial? Sim! O Governo Brasileiro avança no sentido de estimular toda Indústria a se preparar para o futuro. O setor industrial precisa de iniciativas que estimulem a inovação. Com objetivos importantes em tecnologia, eficiência energética, capacitação, infraestrutura e claro, menos burocracia.  Mas para isso, é preciso um pontapé inicial que parece ter sido dado. Em parceria com o Fórum Econômico Mundial, organização que reúne líderes e empresários de todo o mundo, o Brasil Neste ano a instalação do primeiro centro de estudos e pesquisa voltado para a indústria 4.0. Uma parceria do Ministério da Economia e o governo de São Paulo que foi firmado em Davos na Suíça. Segundo o Ministério da Economia, o novo centro terá como objetivo estimular a adoção de novas tecnologias e melhorar a inserção do Brasil nas cadeias globais de valor (onde indústrias de um país produzem ou montam componentes para fabricação em outros países), ampliando a competitividade e a produtividade das empresas brasileiras. Entre as tecnologias da indústria 4.0, o centro pretende estimular a adoção da internet das coisas (em que objetos se comunicam pela internet) e o uso da inteligência artificial na indústria. O centro procurará levantar os principais desafios econômicos e sociais para a disseminação desses instrumentos, propondo soluções. A solenidade de lançamento do C4IR Brasil Deveria ter acontecido em Abril de 2020 no Fórum Econômico Mundial para América Latina, mas foi adiado por conta da COVID-19, sem uma nova data para o encontro o C4IR terá que aguardar mais um pouco. Mas a iniciativa é importante e fundamental para a competitividade do Brasil. Onde será o C4IR Brasil O Centro será lançado e entrará em operação em São Paulo (SP). O C4IR Brasil vai funcionar no campus do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Objetivos Acelerar e escalar a adoção de tecnologias emergentes, como Internet das Coisas e Inteligência Artificial, abordando os principais desafios econômicos, sociais e de desenvolvimento. Atuação O Centro atuará com marcos regulatórios e políticas públicas que acelerem a implementação, no território nacional e no mundo, de políticas de dados, Internet das Coisas, cidades inteligentes, robótica, inteligência artificial e blockchain. Resultados esperados O novo centro deve estimular a adoção de novas tecnologias; melhorar a inserção do Brasil nas cadeias globais de valor; e ampliar a competitividade e a produtividade das empresas brasileiras. Responsáveis O centro é uma iniciativa conjunta do Ministério da Economia, do governo do estado de São Paulo e do Fórum Econômico Mundial. Será uma parceria público-privada, concebida pelo Ministério da Economia e pelo governo do estado de São Paulo e apoiada por empresas de atuação global, como AstraZeneca e Bracell. Contexto A unidade insere o Brasil na rede dedicada à governança global de tecnologia junto com China, Japão, Índia, Colômbia, Israel e Emirados Árabes. Como parte da rede global do Fórum Econômico Mundial, as equipes trocarão conhecimento e irão acelerar o processo global de adoção de tecnologia.   Equipe TRM  Fonte: Ministério da Economia

A lubrificação correta dos rolamentos

A lubrificação é um cuidado importante que precisamos ter quando falamos de rolamentos.  Entender com mais detalhes a funcionalidade do seu equipamento e associar a isso uma escolha correta dos lubrificantes, vai garantir segurança operacional, vida útil, produtividade e claro, um bom funcionamento das máquinas. Vamos falar um pouco sobre os aspectos que circulam este cuidado. A importância da Lubrificação Obviamente, reduz o atrito entre superfícies. A graxa ou o óleo lubrificante realiza essa tarefa a partir de um filme (ou película), que inibe o contato direto entre as duas superfícies, reduzindo o desgaste e a força necessária para colocar o sistema em movimento. Todos os rolamentos devem ser lubrificados para evitar que se produza contato metálico entre os elementos rolantes. Além de reduzir o atrito, a lubrificação também tem a função de refrigerar ou esfriar, inibindo superaquecimento do dispositivo; reduzir vibrações que podem causar danos ao equipamento; proteger contra corrosão e impurezas; além de atuar como isolante e como vedante. A escolha correta do lubrificante Depende principalmente das condições operacionais envolvendo a faixa de temperatura e as velocidades, bem como da influência do ambiente ao redor. Todos os lubrificantes perdem gradualmente suas propriedades de lubrificação como resultado de trabalho mecânico, envelhecimento e acúmulo de contaminação. Portanto, é necessário que o óleo seja filtrado e trocado em intervalos regulares e a graxa seja recarregada ou renovada. Vamos conhecer os quatro tipos básicos de lubrificantes: Líquidos: que podem ser subdivididos em minerais, sintéticos ou mistos. A sua propriedade principal é a sua viscosidade, mas também possuem outras características, que variam de acordo com os aditivos com os quais são fabricados; Sólidos: são geralmente empregados em aplicações de elevada temperatura, como o grafite; Graxas: são utilizadas quando é importante reter o lubrificante no local de aplicação e não há outra forma de desempenhar essa tarefa; Gases: são utilizados para lubrificação apenas em aplicações específicas. Na hora de escolher um lubrificante, você deve sempre adotar o óleo conforme as recomendações do fabricante do equipamento. O principal aspecto a ser analisado é a viscosidade e a sua variação com relação à temperatura (indicada pelo índice de viscosidade), embora para cada aplicação haja aspectos específicos a serem analisados, como tipo do equipamento, ambiente, corrosão, entre outros. A viscosidade de um óleo pode ser definida como a resistência deste a uma tensão de cisalhamento. Basicamente, um óleo de baixa viscosidade gera um filme fino, sendo insuficiente para evitar o contato das duas superfícies satisfatoriamente. Por outro lado, um óleo de viscosidade acima da recomendada para o equipamento pode gerar um atrito maior, causando superaquecimento, além de não possuir a fluidez necessária para ser distribuído por todo equipamento na taxa recomendada. Lubrificando Corretamente A temperatura de funcionamento mais favorável para um rolamento é obtida quando se usa o mínimo de lubrificante necessário para garantir o bom funcionamento. Essa quantidade de lubrificante depende das funções de cada rolamento. Os rolamentos podem ser lubrificados com a utilização de graxa ou óleo, e em casos especiais, de um lubrificante sólido. Os rolamentos axiais de agulha ou roletes devem ser lubrificados com óleo, devido à estrutura de seu projeto mecânico, sendo que o seu uso com graxa se limita a casos nos quais se tem uma velocidade baixa. Nos rolamentos axiais de esfera e de rolete, graxas como fluidos sintéticos ou óleos minerais engrossados devem ser utilizadas como lubrificante, considerando as condições normais de velocidade, temperatura e carga. Lubrificação por óleo Utiliza-se lubrificação por óleo quando as condições de trabalho apresentam altas velocidades e temperaturas, de modo que o uso de graxa ultrapassa o seu ponto de gota, que é a temperatura máxima de utilização da graxa. Para aumentar a vida útil do rolamento, todos os métodos de lubrificação de rolamento que utilizam óleo limpo são preferidos, ou seja, lubrificação com óleo circulante bem filtrado, método de jato de óleo e o método de lubrificação por atomização com óleo e ar filtrado. O óleo também é empregado em situações nas quais é necessário dissipar o calor gerado por um rolamento externo ou quando as peças adjacentes da máquina já estão lubrificadas com óleo. O método de lubrificação mais simples é o banho de óleo, porém ele só pode ser adotado para pequenas velocidades. Nesse caso, o óleo é colhido por elementos giratórios do rolamento e depois circula através do mesmo até voltar ao depósito. Quando o rolamento não gira, o óleo deverá ter um nível ligeiramente abaixo do centro da esfera ou do rolete que ocupa a posição mais baixa. Há também a lubrificação com vapor de óleo, que é produzida por um pulverizador e consiste em transportar gotículas de óleo por meio de uma corrente de ar. Esse procedimento permite a lubrificação com pequenas quantidades de óleo, dosificadas com exatidão. Ele é usado com muita frequência para rolamentos que giram a grandes velocidades, como eixos de máquinas retificadoras. Para rolamentos de esferas e roletes, são utilizados, sobretudo, óleos minerais e sem aditivos. Os óleos que contêm aditivo para melhorar algumas propriedades (resistência da película lubrificante, oxidação, entre outros) são requeridos normalmente para condições excepcionais de funcionamento. A viscosidade é a propriedade mais importante de um óleo lubrificante. Porém, ela diminui com o aumento da temperatura. Por isso, para rolamentos de grandes velocidades, a viscosidade não deverá ser muito alta, para evitar alta fricção e aumento excessivo da temperatura. Para rolamentos de tamanhos médio e grande, a viscosidade na temperatura de funcionamento não deverá ser inferior a 0,000012 m²/s. São utilizados frequentemente óleos menos viscosos em rolamentos pequenos para grandes velocidades com o objetivo de reduzir a fricção. Para aplicações de rolamentos em que as velocidades e a temperatura de funcionamento fazem com que a lubrificação com óleo seja necessária e uma alta confiabilidade seja exigida, é recomendado o método de lubrificação de anel de coleta de óleo. A operação em altas velocidades faz com que a temperatura de funcionamento aumente, acelerando o envelhecimento do óleo. Para evitar trocas frequentes de óleo e conseguir um melhor desempenho, o método de lubrificação

A Gestão de Energia e Utilidades na Indústria 4.0

Como Internet das Coisas, Big Data e Machine Learning podem contribuir para a gestão de energia e utilidades na Indústria. Nossos últimos informativos trataram sempre com muita atenção os aspectos da Indústria 4.0  e o impacto desse novo modelo não só na indústria mas na sociedade como um todo. E por ser um tema extremamente relevante, julgamos importante dar continuidade. Estamos apenas com a passagem de ida sem direito a volta quando falamos das transformações digitais dos mercados industriais na chamada Quarta Revolução Industrial, cujo a qual estamos todos embarcando. Isso vai alterar todos os processos de manufatura, logística nas cadeias de suprimentos (Logística 4.0), na indústria química, na energia, no transporte, em setores como óleo e gás, mineração e metalurgia, além de outras indústrias como recursos naturais, saúde, fármacos e até nossas cidades. Vamos abordar 4 pontos relevantes no que se refere a gestão de energia na Indústria! 1. Supervisão extensiva  O surgimento de tecnologias para operacionalização e monitoramento de sistemas industriais possibilita a captura de dados em resoluções cada vez maiores, viabilizando análises cada vez mais poderosas. Na gestão de energia e utilidades, medidores físicos (instrumentos) sofisticados são capazes de interpretar grandezas físicas que possibilitam a compreensão dos processos de interesse, monitorando variáveis que vão desde a potência aplicada, por exemplo, até harmônicas que descrevem a qualidade da energia elétrica consumida. Atento ao desenvolvimento tecnológico, os custos de aquisição e instalação de sensores e instrumentos modernos têm se tornado cada vez mais acessíveis, o que permite conhecer extensivamente e em profundidade as características dos processos industriais de interesse, possibilitando a redundância de medições e a obtenção de dados de alta qualidade – essencial para o planejamento, controle e melhoria das eficiência energética e operacional. 2. Industrial Internet das coisas (IIoT)  A Internet das Coisas também é mais um conceito amplamente difundido, e se refere a toda uma “rede de dispositivos físicos embarcados com sensores, atuadores, eletrônica e conectividade, possibilitando a integração do mundo físico aos sistemas informatizados”. No nosso contexto, a Internet Industrial das Coisas, termo muitas vezes usado como um sinônimo para a Indústria 4.0, diz respeito à aplicação de tecnologias como Machine Learning e Big Data para explorar dados de sensores, comunicação entre máquinas (M2M) e sistemas de automação para aprimorar processos industriais e de manufatura. Na gestão de energia e utilidades, a Indústria 4.0 se materializa na conectividade entre instrumentos de medição e toda a arquitetura de automação e informação de organizações industriais, estendendo as capacidades de coleta, comunicação e armazenamento de grandes volumes de dados relacionados ao consumo, geração e transformação de insumos energéticos. 3. Data base – Análise de grandes volumes de informação Aplicações industriais típicas podem envolver milhares de medidores coletando dados em altas frequências, gerando gigabytes de dados a cada dia – em aplicações de qualidade de energia, por exemplo, medidores especializados chegam a amostrar a rede a cada milissegundo. Essa abundância de dados e a crescente disponibilidade de recursos computacionais, possibilita a aplicação de técnicas específicas de inteligência artificial com o objetivo de promover a predição de variáveis e a identificação de padrões de interesse em diferentes processos industriais. O desenvolvimento de modelos de predição baseados em dados coletados de operações industriais, pela própria natureza dos fenômenos que os produzem e pelas limitações dos instrumentos que são utilizados para capturá-los, envolvem níveis consideráveis de ruído, e impõem pressões adicionais aos requisitos de volume, variedade, velocidade e veracidade dos dados, comuns a aplicações de Big Data. Algoritmos eficientes para tratamento da qualidade dos dados tornam-se, assim, tão imprescindíveis quanto os algoritmos para construção dos modelos de predição. No gerenciamento de energia e utilidades, os dados disponíveis podem dar origem, por exemplo, a: modelos de predição de consumo energético (ou geração de energia) de operações, a partir de níveis planejados de produção e de outras variáveis de contexto; modelos para o aprendizado e o estabelecimento de modos ideais de operação, que promovam níveis efetivos de consumo energético; modelos para análise da eficiência energética de processos, a partir da captura de variáveis de entrada e saída e do conhecimento sobre os fenômenos de transformação envolvidos. 4. Gestão eficiente e sustentável Por trás de todo o investimento em Indústria 4.0 está um objetivo comum: aumentar a eficiência e a competitividade de uma operação. Os benefícios são diretos e carregam o potencial de estabelecer um ciclo virtuoso de investimento, resultado e reinvestimento: mais competitividade se reverte em melhores resultados financeiros; com mais caixa, mais investimentos podem ser destinados à expansão de capacidade, às tecnologias de produtividade, à eficiência operacional e à eficiência energética; a maior eficiência garante menores níveis de emissões de gases de efeito estufa, reduzindo o impacto ambiental, além de melhorar a qualidade do trabalho, ambos impactando positivamente a comunidade. A Gestão de Energia e Utilidades na Indústria 4.0 Um dos principais pilares da Indústria 4.0 é gestão de energia. A motivação vem de uma combinação de aspectos ambientais, pressões de custos, regulações e mesmo da proatividade de organizações na direção do consumo eficiente de energia e utilidades. Ademais, a integração de diferentes fontes de geração de energia em um mercado cada vez mais exigente e distribuído, necessariamente contará com tecnologias de gerenciamento capazes de reconhecer, predizer e atuar de forma a garantir qualidade, sustentação e eficiência, inclusive de custos, ao consumo energético. Sistemas modernos de gestão de energia e utilidades devem ser capazes de explorar um grande volume de dados coletados por diferentes tipos de medidores sobre diversas variáveis de interesse para uma determinada operação industrial, congregando os conceitos acima – monitoramento extensivo, Internet Industrial das Coisas, análises de grandes volumes de dados e eficiência e sustentabilidade – em torno de um objetivo comum, integrado e robusto.   Equipe TRM – Juntos venceremos essa batalha! Fonte: Viridis Energy  

Efeitos da Covid-19 . É preciso acelerar a Indústria 4.0

A Indústria 4.0 é uma realidade E todos nós do setor sabemos muito bem que esse é único caminho que podemos trilhar. Único pois não há outro e os protagonistas sairão na frente desde que atentem para este momento importante, principalmente durante a recuperação no pós Covid. O Brasil tem uma situação preocupante no que se refere a adequação para a Indústria 4.0, por isso é preciso ficar atento Antes da pandemia do COVID-19, a Indústria 4.0 seguia com um tímido, porém promissor avanço de projetos e iniciativas no Brasil. Em 2018, a FIESP e o SENAI realizaram uma pesquisa sobre a situação da Quarta Revolução Industrial no país. Ela indicou que 90% das empresas concordam que a Indústria 4.0 “aumentará a produtividade” e que “é uma oportunidade ao invés de um risco”. A pesquisa também indicou que 30% das empresas já deram início a esse processo e 25% estão em planejamento. Quanto ao investimento, 38% desse grupo de empresas investiu até 0,5% do faturamento. Esse nível ainda é pequeno quando comparado ao investimento com países que estão mais avançados, como Alemanha, Coreia do Sul e China, principalmente considerando que o Brasil largou atrasado nessa corrida. Porém já é alguma coisa e mostra o nível de conscientização do empresariado brasileiro. Este movimento favorável, no entanto, se vê abruptamente interrompido pelo avanço da pandemia do coronavírus e pelos impactos de larga escala das medidas de combate à doença, principalmente na já combalida indústria nacional. O momento, no entanto, não é de cruzar os braços, mas de fazer o possível para que esse avanço não seja totalmente interrompido. Uma característica da Indústria 4.0 são os chamados sistemas cyber-físicos, uma combinação de infraestrutura física e virtual de produção. Como muitas empresas já se demonstram incapazes de realizar projetos na infraestrutura física, é possível avançar no mundo virtual, e a IoT é um aliado para isso. É hora de combinar a infraestrutura tecnológica disponível em nuvem com a força de TI (Tecnologia da Informação) e Engenharia das empresas trabalhando em modelo home-office, para não interromper completamente as iniciativas de Indústria 4.0 e desperdiçar um inestimável potencial de ganhos para o país nos próximos anos. Segundo o pilar da Indústria 4.0 do Plano Nacional de Internet das Coisas, a IoT Industrial tem potencial de adicionar à economia do Brasil algo em torno de 50 a 200 bilhões de dólares em 2025, através de ganhos em eficiência operacional, redução de custos e receita adicional para as empresas obtida por novos modelos de negócios. Isso é particularmente importante para o país, que precisa ter ganhos de produtividade em múltiplos do atual patamar para poder se equiparar ao nível mundial de produtividade, pois uma hora a pandemia irá passar e teremos que recuperar toda a produção perdida, utilizando-se o máximo da capacidade industrial instalada com o apoio das novas tecnologias. Como muitos projetos ainda estão em fase de planejamento e estudo de viabilidade econômico-financeiro, essa é a hora de aproveitar que a correria do chão de fábrica arrefeceu para concentrar os esforços na coleta e análise de dados gerados – pesquisa da McKinsey indica que menos de 1% dos dados gerados por toda a infraestrutura física ou as tecnologias operacionais (OT) não são utilizados atualmente – no planejamento e na capacitação profissional. Em sua pesquisa, a FIESP concluiu que “A empresa que não buscar formas para ampliar este conhecimento certamente terá dificuldades para uma inserção competitiva no mercado”, então é hora de concentrarmos esforços da Academia, Governo e Associações para rapidamente disponibilizarem os recursos de ensino a distância àqueles que queiram aproveitar o confinamento em casa para aprender e se desenvolver nas tecnologias da Indústria 4.0. Novos tempos, com novos desafios, exigem também soluções novas. E contrariando a frase de John F. Kennedy, que a hora certa para se consertar o telhado é quando faz sol, precisamos aproveitar essa tempestade para consertar as nossas deficiências e tentar ganhar o tempo perdido do país na Quarta Revolução Industrial.   Equipe TRM – Juntos venceremos essa batalha! Fonte: RH  

Desafios da Indústria na recuperação econômica Pós Covid

“O futuro da indústria e do Brasil depende, mais do que nunca, da implementação da agenda de equilíbrio macroeconômico e reformas estruturais”, afirma o presidente da CNI, Robson Andrade   Na avaliação de empresários e especialistas, a crise econômica decorrente do novo coronavírus ocorre em um momento crucial para a indústria brasileira. Não apenas com relação ao processo de desindustrialização que ocorreu nos últimos anos, mas também por que há vários desafios ainda a serem vencidos, para que o setor consiga se conectar com a quarta revolução industrial, que já está em curso, e, também, para se integrar de forma sustentada à economia global. Abstraindo a crise atual, é necessário ter em mente que a saúde da indústria será decisiva para que o Brasil consiga se recuperar dos estragos feitos pelo vírus e retomar o caminho do desenvolvimento econômico e social que se prenunciava antes da eclosão da pandemia. O encadeamento do ciclo produtivo de diversos segmentos da indústria faz com que o setor movimente também outras áreas da economia. De acordo com o coordenador do Centro de Macroeconomia Aplicada da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Emerson Marçal, a indústria automotiva, por exemplo, tem uma ampla cadeia de insumos, assim como a indústria de aviação. “Estes segmentos compram aço, plástico, computadores e outros componentes. Com isso, elas movimentam uma ampla cadeia de serviços”, explica. Marçal destaca que a indústria investe maciçamente em tecnologia, fomentando o desenvolvimento de inovações. “Isso faz com que o setor industrial, de alguma forma, acabe puxando a economia do país. É um setor com externalidades positivas para a economia brasileira como um todo”, acrescenta. O economista destaca, ainda, que o desenvolvimento de políticas públicas focadas no setor industrial será etapa fundamental para que a economia brasileira consiga voltar a crescer. E esse processo, hoje mais do que nunca, terá que se basear no aumento da produtividade do setor. Em 2018, a produtividade da indústria de transformação registrou alta de 0,8%, e, até o terceiro trimestre de 2019, o indicador apontava recuo de 0,2%. Recente estudo da CNI, apresenta critérios para a implementação de uma nova agenda de política industrial no país. No documento, a entidade defende que, diferentemente do que ocorreu no passado, quando era encarada como uma medida protecionista, agora a política industrial tem como objetivo promover a incorporação de novas tecnologias à produção, o desenvolvimento de novos produtos, a adoção de modelos inovadores de negócio e a diversificação da economia para setores e atividades com maior valor agregado. Visto por essa ótica moderna, destaca o estudo, o crescimento industrial se torna um meio para promover o desenvolvimento econômico e social do país, pois os empregos do futuro só serão melhores que os atuais se as novas atividades econômicas forem mais intensivas em tecnologia, agregarem mais valor aos produtos e exigirem trabalhadores mais bem formados e qualificados.     De acordo com o presidente da CNI, Robson Andrade, o futuro da indústria e do Brasil, sobretudo com os efeitos da crise econômica decorrente do coronavírus, dependerá, mais do que nunca, da criação de condições de competitividade que coloquem o país em pé de igualdade com seus principais concorrentes. “É a agenda do equilíbrio macroeconômico, das reformas estruturais, que perseguimos há décadas e que já foi superada ou, ao menos, razoavelmente enfrentada por outras nações. E a agenda da indústria do futuro é a agenda da política industrial. A segunda não existe sem a primeira”, conclui. De acordo com o presidente da Abinee, Humberto Barbato, o número de empresas com dificuldades para obter itens indispensáveis para seus processos produtivos tem aumentado a cada semana. “Nós temos feito pesquisas semanais, e a última mostrou que 70% das empresas do setor estão com dificuldades de abastecimento devido ao surto de coronavírus. No primeiro levantamento que fizemos, em meados de fevereiro, esse número era de 52%, depois passou para 57% e chegou a 70% na pesquisa que fizemos no começo de março. A cada dia que passa, é maior o número de empresas atingidas”, afirma. Buscar novos fornecedores não é trivial, já que a Ásia concentra a produção de componentes de microeletrônica: “Quando a gente olha as importações do setor, 80% vêm de países asiáticos, sendo mais de 40% só da China. Cerca de 60% dos computadores e celulares feitos no país usam componentes feitos nesses países, então é certo que a produção de março e abril será afetada”. Diretor de estudos e políticas macroeconômicas do Ipea, José Ronaldo Souza Júnior afirma que é difícil prever os impactos que a crise terá na economia brasileira porque não há registros históricos de ocorrências semelhantes, mas diz que a pandemia gera problemas tanto pelo lado da oferta quanto da demanda. “O choque na oferta ocorre pelos problemas de suprimento de algumas cadeias produtivas, como a da indústria eletrônica. Já pelo lado da demanda é porque os mecanismos usados para a contenção do vírus reduzem a interação humana, e isso tende a refletir no PIB. Para a indústria, há também a preocupação com a contaminação de empregados, é um setor que utiliza mão de obra de forma intensiva”, diz. Os efeitos que o distancioanmento social provocam na economia são inegáveis, mas diversos setores industriais já estão adotando a medida. O presidente da Abinee diz que empresas do setor já estão adotando home office para as áreas administrativas e esquema de plantão de equipes para as áreas em que não é possível fazer teletrabalho. As medidas são duras, mas, de acordo com o coordenador do Centro de Macroeconomia Aplicada da FGV, são fundamentais para amenizar os efeitos do surto de coronavírus no país. “É, antes de tudo, uma questão de saúde pública. Temos que olhar os países que tiveram sucesso em segurar essa pandemia, como a Coreia do Sul. Quanto mais cedo ficar claro que o Brasil está conseguindo controlar a escalada do nível de contaminação, menor será o dano econômico. Em vez de ter uma recessão branda, podemos ter uma recessão grave. Isso vai depender de como o governo atuar para controlar

Como se proteger do COVID-19 no local de trabalho?

  Em janeiro, a Organização Mundial da Saúde, OMS, declarou que o surto da nova cepa do coronavírus na província chinesa de Hubei é uma emergência internacional; agência reitera que há um alto risco da doença, conhecida por covid-19, se espalhar para ainda mais países.* A agência da ONU implementa medidas para conter o surto com várias autoridades de saúde pública. Mas nada pode garantir o sucesso a longo prazo. A OMS espera uma intervenção ativa em áreas como empresas e empregadores para ajudar a travar a doença. Como o COVID-19 se espalha? Os sintomas de alguém contaminado com covid-19 são tosse, coriza e a liberação de gotículas infectadas. A maioria dessas gotículas cai em superfícies e objetos próximos, manuseados pelas pessoas como mesas ou telefones. Com isso, outros no ambiente de trabalho podem ser contaminados pelo covid-19. Basta tocar as superfícies ou objetos e em seguida passar a mão nos olhos, nariz ou boca. Estando cerca de 1 ou 2 metros de uma pessoa com a doença, o vírus pode ser transmitido pelo ar após a tosse. Em outras palavras, o covid-19 se espalha de maneira semelhante à gripe. A maioria dos pacientes apresenta sintomas leves e se recupera. No entanto, alguns contraem doenças mais graves que podem exigir cuidados hospitalares. O risco de contrair doenças graves aumenta com a idade: pessoas com mais de 40 anos estão mais vulneráveis do que as menores de 50 anos. Quem está com o sistema imunológico debilitado e sofre de doenças cardiovasculares, diabetes ou infecções pulmonares também pode adoecer gravemente. Formas simples de impedir a propagação do COVID-19 no local de trabalho Algumas medidas baratas abaixo podem ajudar a evitar a disseminação de resfriados, gripes, viroses e diarreia. Essas ações também podem proteger clientes, colaboradores e funcionários. As ações dos empregadores devem ser imediatas, mesmo antes de o covid-19 chegar a comunidades onde estas atuam. Estas medidas podem ajudar a reduzir a perda de dias de trabalho devido às doenças, além de interromper ou retardar a disseminação do novo coronavírus no emprego. Verificar se os locais de trabalho estão limpos e são higiênicos Limpar regularmente superfícies como mesas e balcões, ou objetos como telefones e teclados com desinfetante. A razão para isso é que a contaminação de superfícies tocadas por funcionários e clientes é uma das principais formas de alastramento do covid-19. Promova a lavagem regular e completa das mãos de funcionários, colaboradores e clientes Coloque dispensadores para higienizar as mãos em locais destacados no trabalho. Certifique-se de que esses materiais sejam recarregados regularmente. Exiba cartazes promovendo a lavagem das mãos. Estes materiais podem ser solicitados às autoridades de saúde pública local ou consultando o site da OMS – www.WHO.int. Implemente essas medidas de forma combinada com ações de comunicação, como a orientação de funcionários de saúde e segurança ocupacional, informes em reuniões e informações na intranet sobre a lavagem das mãos. Assegure que funcionários, colaboradores e clientes tenham acesso a locais onde possam lavar as mãos com água e sabão. Por qual razão? Porque a lavagem das mãos mata o vírus e evita a propagação do covid-19. Promova uma boa higiene respiratória no local de trabalho Utilize cartazes sobre higiene respiratória. Combine essa ação com medidas de comunicação incluindo a orientação de funcionários de saúde e segurança ocupacional, instruções em reuniões e informações na intranet etc. Ofereça máscaras faciais e ou lenços àqueles que tenham secreção ou tosse, além de caixas fechadas para descarte higiênico desses elementos. Uma boa higiene respiratória impede a propagação do covid-19. Aconselhe os funcionários e colaboradores a se informarem em agências antes de viajarem a negócios. Com um provável alastramento do covid-19, qualquer pessoa com tosse leve ou febre baixa, até 37.3º, precisa ficar em casa. Os trabalhadores também devem operar de casa se tiverem tomado medicamentos simples como paracetamol, ibuprofeno ou aspirina. Estes remédios podem mascarar os sintomas da infecção. Continue informando e promovendo a mensagem de que as pessoas precisam ficar em casa, mesmo que tenham apenas sintomas ligeiros do covid-19. Exiba cartazes contendo a mensagem em seus locais de trabalho. Ela pode ser combinada a outros canais de comunicação usados frequentemente na sua organização ou empresa; Alguns serviços de saúde ocupacional, da autoridade local de saúde pública ou parceiros podem já ter desenvolvido materiais de campanha para promover esta mensagem; Esclareça aos funcionários que eles poderão tomar esse tempo como licença médica. Preparando a empresa para uma possível chegada do covid-19 Crie um plano para atuar em caso de existência de doentes ou pessoas com suspeita de covid-19 no trabalho O doente deve ficar em sala ou área isolada dos outros que frequentam o local de trabalho, limitando o número de pessoas em contato. As autoridades de saúde locais devem ser informadas do caso. Avalie como identificar e apoiar pessoas em possível risco sem dar espaço ao estigma e à discriminação. O plano pode envolver pessoas recém chegadas de uma área com casos relatados ou outras que estejam em maior risco de contrair doenças graves (como diabetes, doenças cardíacas e pulmonares, idade avançada). Informe à autoridade de saúde pública sobre a criação do plano e procure saber a opinião destas instituições especializadas. Promova o trabalho regular à distância na organização. Em caso de um surto de covid-19, as autoridades de saúde podem aconselhar as pessoas a evitarem o transporte público e lugares lotados. O trabalho de casa ajudará a empresa a continuar operando em ambiente seguro para funcionários. Pontos a considerar em caso de viagem a trabalho Antes da partida Verifique se a organização e seus funcionários têm as informações mais recentes sobre as áreas onde o covid-19 se está se espalhando. Com base as informações mais recentes, sua organização deve avaliar os benefícios e riscos associados aos próximos planos de viagem. Deve ser evitado enviar funcionários com maior risco de contrair doenças graves (funcionários mais velhos e pessoas com problemas de saúde como diabetes, doenças cardíacas e pulmonares) para áreas onde o covid-19 está se espalhando. Verifique se todos os viajantes