Segurança industrial: Como prevenir acidentes?

A segurança industrial é um conjunto de ações e medidas para evitar acidentes no ambiente de trabalho. Logo, seu objetivo é garantir mais saúde e bem-estar para o trabalhador durante o desenvolvimento das operações industriais. Mas, e você? Ainda não conhece medidas básicas para assegurar uma maior segurança para sua equipe? Quer evitar prejuízos e acidentes e gerenciar melhor o ambiente de trabalho? Então acompanhe todas as nossas dicas! Por que a segurança industrial é tão importante? Medidas de segurança industrial são importantes por uma série de motivos, porém os principais, são: Instauram um ambiente de trabalho de qualidade; Mantém o corpo de funcionários capacitados; Reduzem possíveis custos de indenizações. Quando um acidente de trabalho ocorre, a empresa não é apenas responsável pelo pagamento de indenização, determinado por lei. A jurisprudência também responsabiliza legalmente a companhia pelo não fornecimento de condições saudáveis de trabalho. Portanto, a empresa pode ser facilmente penalizada judicialmente pelo caso, além de ficar com um processo em seu nome. E se o caso for mais grave, como em situações de morte, a companhia arcará com a indenização de todos os herdeiros. Realmente, as consequências são devastadoras para todos. A empresa ficará amplamente abalada e a família do trabalhador sofrerá os efeitos do acidente. É por isso que devemos evitar esses casos, praticando e nos atentando para a segurança no trabalho! Quais acidentes ocorrem nas indústrias? Os acidentes que mais ocorrem em contexto de trabalho, isto é, na empresa ou no trajeto ao local, foram listados pelo Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho. Segundo os dados divulgados, as ocorrências mais comuns são: cortes, fraturas, contusões e amputações. Geralmente, elas ocorrem por: Falta de instrução do trabalhador; Ambiente de trabalho insalubre; Equipamentos de proteção insuficientes; Manutenção ineficiente do maquinário. Como podemos verificar, muitas dessas situações decorrem de más condições proporcionadas pela empresa. Como já vimos, judicialmente, esse entendimento acaba em enormes prejuízos à companhia e uma forma de evitar esses acidentes é com a utilização de EPI (Equipamentos de Proteção Individual) e EPC (Equipamentos de Proteção Coletiva). O EPI é utilizado apenas quando as medidas de EPC não eliminam os riscos do ambiente de trabalho. Agora que você já sabe que o EPI e EPC são fundamentais para garantir maior segurança dos trabalhadores no local de trabalho, veja abaixo 4 dicas para maximizar o nível de segurança em sua indústria. 4 Dicas para garantir uma segurança industrial Investir em segurança industrial é realmente uma prioridade. Mas, como aplicar boas práticas em sua empresa? Não se preocupe, nós vamos te ensinar isso agora! 1. Invista em equipamentos de proteção Como já vimos e não custa repetir, devido à sua importância, a Norma de Segurança do Trabalho mais conhecida, chamada de NR6, determina que a empresa é responsável por oferecer equipamentos de proteção individual e coletivo para todos os funcionários. Vale pontuar que esses equipamentos não podem gerar custos individuais para o trabalhador. Portanto, a despesa deve ficar por conta da companhia. Alguns exemplos de equipamentos importantes para a segurança do trabalho nas indústrias são: Luvas; Capacetes; Botas; Óculos de proteção; Insufladores de ar; Trava-quedas (em casos de trabalho em alturas). Lembre-se! É dever do trabalhador cuidar do seu equipamento e informar ao setor responsável sobre qualquer falha que possa ocorrer nos itens de proteção. 2. Cuidado com o ambiente de trabalho É importante que o ambiente de trabalho seja adequado em relação às atividades que são desenvolvidas pelos funcionários. Casos de acidentes como incêndios e inundações são mais comuns do que você imagina. Um espaço completamente fechado deve ser construído de materiais não inflamáveis, além de conter uma boa passagem de ar. Além disso, quando o trabalho envolve grandes alturas, o maquinário adequado precisa ser testado. 3. Aposte em um bom treinamento Nada melhor para evitar acidentes do que um treinamento adequado à atividade dos colaboradores, especialmente se eles são iniciantes na área. Logo, orientar o trabalhador tem um incrível poder de conscientização. Além disso, é indispensável ter um treinamento especializado em situações emergenciais. Entretanto, treinos relacionados às atividades diárias devem ser repetidos regularmente. O reforço é a garantia dos cuidados por parte do trabalhador. 4. Tenha uma excelente fiscalização É verdade que você deve orientar e repassar as medidas de segurança aos funcionários. Entretanto, isso não significa que os responsáveis estão livres de possíveis fiscalizações. Muitos trabalhadores não cumprem as normas que são instauradas, seja por vontade própria ou por desatenção. E é por isso que a utilização de equipamentos e as orientações precisam de uma constante atenção. Portanto, nossa dica é utilizar indicadores para avaliar a qualidade dos treinamentos e apostar em atualizações. Fique de olho no número de acidentes por setor e veja se o número esta diminuindo ou não. Assim, você conseguirá analisar se todas as medidas que foram implementadas surtiram efeitos. Garanta uma segurança industrial em sua operação! Com essas dicas tenho certeza que você conseguirá garantir uma maior segurança de trabalho em sua indústria. E agora que você já sabe que nada é melhor do que treinamento, equipamentos e fiscalizações periódicas para garantir a segurança industrial. Não deixe de selecionar e capacitar os seus bons funcionários para que eles evitem maiores problemas! EQUIPE TRM Fonte: Acoplast Brasil
A importância do chão de fábrica otimizado

A transformação digital tem sido cada vez mais comum dentro das indústrias, principalmente pelo avanço da tecnologia e a necessidade cada vez maior de otimização do chão de fábrica. Esse processo tem ocasionado uma mudança estrutural no setor, na qual softwares e sistemas passaram a ser utilizados pelos gestores para aumentar a produtividade e reduzir os custos operacionais, influenciando assim no desempenho e nos resultados. No entanto, o principal motivo para essa mudança ocorrer está no aumento da competitividade do mercado, já que os clientes estão cada vez mais exigentes quanto aos detalhes. Por isso, as indústrias passaram a investir também em qualidade, sendo essa a melhor estratégia para produtividade, lucratividade e o seu respectivo crescimento. E para isso ocorrer, as mudanças no chão de fábrica têm sido mais frequentes, sendo a transformação digital uma delas e, talvez, uma das principais. Esse local da indústria recebe maior atenção por ser conhecido como o seu coração, já que é justamente nele que ficam os funcionários e máquinas que desenvolvem os produtos, ou seja, onde ocorre toda a produção industrial. Portanto, é de extrema importância que os gestores unam cada vez mais esforços para garantir um aumento do rendimento de toda a indústria e invistam na tecnologia para assim acompanhar a demanda do mercado, que está cada vez maior. Problemas ocasionados em não otimizar o chão de fábrica Ao não otimizar o chão de fábrica da indústria, diversos problemas podem vir a ocorrer, além de deixar a sua indústria totalmente ultrapassada. Em tempos de instabilidade econômica, realizar essa melhora passou a ser algo ainda mais necessário, principalmente para conseguir atender todas as demandas e exigências dos clientes. Além disso, será quase impossível garantir a eficiência operacional, que tem a finalidade de relacionar o que foi produzido e o que foi utilizado para a produção, como dinheiro, tempo, esforço e etc. No caso desses números não atingirem um nível satisfatório, o lucro e a eficiência serão afetados, ocasionando assim em baixo rendimento de todos. Outro ponto que merece atenção é na questão da organização das tarefas e do ambiente. Um local totalmente desorganizado, sem um cronograma do que deve ser produzido e na ordem correta, pode resultar em falha nos processos e excesso de retrabalhos, gerando atrasos e insatisfações. Abaixo, listamos ainda outros problemas que podem vir a ocorrer no caso de não atualizar o chão de fábrica: Aumento dos desperdícios; Atraso nas entregas produtos; Perda de materiais; Não conseguir atender as demandas; Aumento do número de manutenções e paradas na linha de produção; Aumento dos custos; Não será possível fazer análise em tempo real dos processos. 3 maneiras de otimizar o chão de fábrica Como uma empresa focada em otimizar os processos que ocorrem na indústria, o time da aloee separou para você três estratégias para potencializar o seu chão de fábrica e, assim, alavancar os seus resultados. 1. Analisar do fluxo de trabalho Um dos primeiros passos para otimizar o chão de fábrica é analisar todo o fluxo de trabalho para assim poder apontar quais pontos necessitam de mudanças. Portanto, deve-se identificar tudo o que for necessário para fabricar um produto, incluindo empregados, processos e tecnologia, bem como os recursos disponíveis até o momento. É importante ressaltar que sempre deve ser levado em conta os princípios do lean manufacturing, filosofia que foi desenvolvida pela Toyota no período pós guerra e que tem como objetivo reduzir os desperdícios e eliminar tudo que não agrega valor ao resultado final. 2. Manutenção em dia e atualizações constantes Manter os equipamentos em perfeitas condições é fundamental para que não ocorra nenhuma parada desnecessária. Para isso, a manutenção preventiva deve estar em dia para que elas operem sempre com eficiência. No caso de ocorrer um erro ou a máquina apresentar um defeito, a manutenção deve ser feita de imediato para que não afete toda a linha de produção e ocorra ainda mais atrasos. É importante que os treinamentos dos funcionários estejam em dia para situações como essa. Outro ponto necessário é fazer uma avaliação para tomar a melhor decisão entre fazer a manutenção dos equipamentos e trocar por equipamentos mais modernos, já que novas tecnologias surgem todos os dias. Para esse caso, resultados a longo prazo devem estar em pauta. 3. Utilizar um sistema APS Por fim, a otimização do chão de fábrica demanda a utilização de sistemas e softwares, tanto de gestão, como de planejamento e sequenciamento de produção. O sistema APS, da sigla Advanced Planning and Scheduling (Planejamento Avançado da Produção) é um sistema responsável pelo planejamento e programação da produção. Entre os seus principais benefícios está a possibilidade de auxiliar os gestores em tomadas de decisões mais assertivas e um melhor uso de todos os recursos disponíveis. Com a implantação do sistema, será possível criar simulações e estudar diversos cenários, bem como fazer a integração de uma planilha de dados para um melhor sequenciamento. EQUIPE TRM Fonte: Alooe
Os 5 cuidados na hora de escolher seu fornecedor de rolamentos.

De modo geral, quando uma empresa vai comprar um rolamento industrial é como qualquer outro componente. O setor de compras recebe uma solicitação ou requisição com a especificação do rolamento, faz algumas cotações e escolhe o fornecedor. Para isso, qual o principal critério de decisão da compra? Se você pensou “o preço do rolamento”, saiba que pode estar cometendo um grande erro. Estudos mostram que mais de 30% dos rolamentos fornecidos mundialmente, são falsificados. E a principal razão para isso é o preço. Sobretudo porque os falsificadores sabem que ele é o principal fator de decisão de compra em muitas empresas. Nesse sentido, elas caem em golpes e, “sem querer”, ajudam a alimentar este mercado. Mas, você pode evitar que isso aconteça na sua empresa. Por essa razão, vamos lhe apresentar 5 dicas para comprar seu rolamento industrial. Vamos conferir? Principais fatores para empresas caírem no golpe de rolamentos baratos Antes de tudo, vamos partir de um ponto importante. Comprar rolamentos falsificados é o mesmo que financiar uma atividade criminosa. Além disso, você coloca sua empresa em risco. Mas isso, falaremos daqui a pouco. Primeiro, vamos observar 2 fatores para as empresas terem atenção na hora de comprar um rolamento. Fator 1 – Comprar somente pelo menor preço A necessidade de as empresas reduzir custos e aumentar a margem de lucro, faz os setores de compras escolherem o rolamento pelo menor preço. Em muitos casos isso chega a ser uma busca frenética e irracional. Sobretudo porque os gestores não se atentam às diferenças de valores em processos de concorrência. Ou seja, não consideram o escopo. Contudo, a redução de preços tem limites. Não existe fórmula mágica para um rolamento ter o preço tão abaixo do mercado. Como resultado, passar destes limites significará sérios problemas de qualidade do rolamento. Ou seja, a compra não será confiável. Fator 2 – Disponibilidade Outra situação que impulsiona este mercado é a redução da disponibilidade. Tanto nos estoques das empresas quanto no estoque dos fornecedores. Soma-se a isso o aumento contínuo dos prazos de fabricação que crescem a cada ano nas fábricas. Após apresentarmos os dois fatores, agora podemos mostrar as consequências que eles trazem. Em seguida, você verá os principais cuidados na hora de comprar um rolamento. O que acontece quando não se tem cuidado na hora de comprar um rolamento? A aquisição e montagem de rolamentos não originais trazem sérios problemas aos seus equipamentos. Sobretudo, porque a maioria dos problemas se relacionam com a qualidade. Por exemplo, quebras prematuras, paradas não programadas de máquinas e perda de confiabilidade da produção. Então, pode-se dizer que de fato o barato sai caro. Ou seja, toda a energia gasta em encontrar o rolamento com o menor preço, foi por água abaixo. No entanto, há um ponto mais grave ainda. E se este rolamento causar um acidente durante o processo de montagem ou em operação? Imagine as consequências para sua empresa? Portanto, a falta de cuidado na hora de comprar um rolamento pode trazer enormes prejuízos. Além disso, pode colocar em risco a operação da sua empresa. O que fazer para evitar estes prejuízos e não ser enganado? Veja 5 cuidados na hora de comprar um rolamento Para ajudar sua empresa não cair nessa fria, reunimos algumas ações preventivas para se proteger na hora da compra. Confira agora quais! Conhecer bem seus fornecedores e pedir cartas de distribuição autorizada; Acessar as ferramentas dos fabricantes que validem a originalidade dos produtos; Melhorar o planejamento da manutenção com a utilização de programas de inspeções preditivas; Atualizar cadastros e otimizar estoques com informações dos equipamentos, frequência de utilização, histórico de consumos, lead time de fornecedores; Fechar parcerias com empresas que possam fazer um estudo de otimização do seu estoque cruzando com informações de disponibilidade em suas lojas. Deve-se incluir nestes estudos, a disponibilidade de itens estratégicos. Isso é uma alternativa estratégica para se adaptar ao mercado atual. Vai comprar um rolamento industrial? A TRM trabalha com rolamentos sob demanda e medida. Conheça nosso time de engenheiros e nossos projetos antes de fazer um orçamento para compra de rolamentos. EQUIPE TRM Fonte: ABECON
A importância da sustentabilidade na Indústria

A sustentabilidade industrial deixou de ser apenas uma tendência para se tornar uma preocupação latente do mercado. Quando adequadamente aplicado, porém, o conceito extrapola os limites organizacionais e beneficia outras esferas — meio ambiente e sociedade são, sem dúvidas, os maiores beneficiários da consciência sustentável. Para reunir mais informações sobre o assunto, prossiga com a leitura. O texto traz questões relevantes sobre a importância da sustentabilidade na indústria e oferece insights valiosos para implantar as diretrizes nas empresas. Qual é a importância da sustentabilidade industrial? O conceito de sustentabilidade nasceu em 1987, cunhado por Brundtland, pontuando que o “desenvolvimento sustentável é aquele que atende as necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas necessidades”. Desde então, o termo conquistou cada vez mais espaço e relevância — inclusive no âmbito empresarial. Em 1999, Elkington definiu o Triple Bottom-Line, sinalizando que as empresas devem criar valor econômico, social e ambiental no longo prazo. Há mais de três décadas, portanto, a sustentabilidade está em evidência. Na indústria, a expressão sugere uma série de medidas que valorizem o ambiente e a sociedade, preservando atividades lucrativas. Vale dizer, ainda, que o mercado contemporâneo — marcado pela alta volatilidade e intensa concorrência — requer que as organizações demonstrem genuína preocupação com seu impacto e busquem alternativas para maximizar seus retornos à população, mais do que apenas aos acionistas. A preocupação com a sustentabilidade é, sem dúvidas, uma vantagem competitiva. Como tornar a empresa mais sustentável? Uma vez esclarecida a importância de voltar os olhos à sustentabilidade na indústria, é pertinente ressaltar algumas das estratégias capazes de galgar a empresa em práticas mais conscientes e produtivas. Gerencie os resíduos A gestão de resíduos é um aspecto bastante crítico para as indústrias modernas. Para integrar-se às posições sustentáveis, é imprescindível que a indústria saiba exatamente quais são seus descartes e, assim, encaminhe cada um deles ao correto método de coleta. A reciclagem de materiais, por sua vez, é um aspecto bastante interessante e que deve ser constantemente maximizado. As sucatas são um ótimo exemplo e configuram uma excelente oportunidade de fazer o que é certo e, ao mesmo tempo, beneficiar os caixas do negócio. Busque fornecedores sustentáveis Não basta, porém, que somente a empresa esteja comprometida com a construção de um mercado mais sustentável — e, justamente por isso, mais consciente dos limites ambientais e sociais. É importante que a indústria busque por fornecedores que compartilhem de seus valores sustentáveis. Dessa forma, convém mencionar que a busca por fornecedores idôneos, que respeitem e compartilhem dos mesmos princípios, é essencial para nutrir relações mutuamente benéficas, colaborando para construir um mercado mais justo. Envolva a equipe Para além das empresas, enquanto pessoas jurídicas, é necessário que as pessoas também se envolvam sinceramente com a causa sustentável. A equipe, em suas atividades diárias, é a protagonista de uma operação mais consciente. Assim, não é nenhum exagero afirmar que o envolvimento dos colaboradores é fundamental para favorecer mudanças no mercado, na sociedade e no planeta. Afinal, o que é feito em microescala tem impactos grandiosos! A mensagem, por fim, é bem clara: a sustentabilidade industrial é cada vez mais importante e desempenha um papel fundamental no mundo que está sendo construído. Pense a respeito e transforme a realidade! EQUIPE TRM Fonte: Faciles
As habilidades necessárias para indústria do futuro

Quais são as principais habilidades necessárias para a indústria do futuro? Afinal, o que a indústria do futuro espera de seus colaboradores? Essa é uma pergunta que deveria ser feita por todo profissional que almeja uma boa colocação no mercado de trabalho. Mas você já parou para pensar sobre o assunto? A tecnologia vem transformando a indústria e, como era de se esperar, a seleção de talentos também é afetada. A indústria 4.0 quer muito mais de seus colaboradores e está disposta a pagar bem por eles. Indústria do futuro: do que ela é feita? Não há como falar em indústria do futuro sem citar a tecnologia. De fato, ela é o grande destaque e está presente em todos os setores e processos. A transformação digital chegou para inovar e quebrar paradigmas no cotidiano da manufatura. Big Data, Inteligência Artificial, Internet das Coisas, análise de dados: tudo isso faz parte da nova realidade do setor — e deve ser entendido por quem atua nele. Esses conceitos já nem podem ser considerados do futuro, mas certamente estarão muito mais desenvolvidos e enraizados na indústria daqui a alguns anos. Ou seja, a principal característica dessa nova fase é o uso cada vez mais forte de recursos tecnológicos. Mas isso não é tudo! Há outros pontos que também integram esse conceito: Preocupação com produtividade; Responsabilidade social; Sustentabilidade; Automação; Integração de processos. Quais são as habilidades necessárias para atuar na indústria do futuro? Estamos na 4ª revolução industrial e ela transformou muito mais do que a indústria. O mercado de trabalho também foi alterado! Da mesma forma que as revoluções industriais anteriores, a indústria do futuro mudou as habilidades e a experiência exigidas dos profissionais. Aliás, saiba que alguns postos de trabalho vão desaparecer, outros vão crescer e novos surgirão. A questão é: quais as habilidades necessárias para atuar nessa nova indústria? Conheça e comece a se adaptar! Olhar técnico O profissional da indústria do futuro precisa ter um olhar técnico. Ou seja, precisa ir além do óbvio e encontrar soluções inovadoras para antigos problemas, com uma visão sistêmica dos processos, entendendo seus reflexos. Para conseguir isso, é fundamental investir em qualificação e buscar uma formação multidisciplinar — conhecimentos sobre engenharia elétrica, mecânica e de automação são bem-vindos. Flexibilidade Com a maior adoção da manutenção preditiva — que é programada, mas não evita imprevistos —, há um aumento da necessidade de reparos e manutenções que fogem da rotina da indústria. É esse cenário que exigirá flexibilidade dos profissionais, que precisam estar disponíveis e preparados para situações inusitadas, além de ser eficientes em multitarefas. Vale lembrar que é possível perceber a criação de novas funções para cargos já existentes. Essa tendência ajuda a desenvolver novas habilidades e, com o apoio da tecnologia, reformular o papel de cada um dentro da indústria. Comunicação A comunicação é uma das habilidades humanas mais primitivas e nunca deixará de ser uma demanda do mercado de trabalho. No entanto, na indústria do futuro, ela exige elementos ainda mais específicos. Em resumo, há uma grande busca por pessoas com habilidades para ouvir e interagir de forma colaborativa. Afinal, a integração de processos (e de equipes) é um dos elementos dessa nova fase da manufatura. Tomada de decisão Tomar decisões é preciso, mas isso nem sempre é fácil, não é mesmo? Acontece que, na indústria do futuro, isso é imprescindível e faz parte das aptidões exigidas dos colaboradores. Em outras palavras, espera-se que os bons profissionais consigam liderar e tomar decisões conscientes e bem fundamentas. Eles precisam avaliar o cenário, escolher a melhor solução e se responsabilizar pelos resultados. Alfabetização de dados Se você está atento aos movimentos da indústria da 4.0, já deve ter percebido que os dados têm um valor inestimável para as empresas. Aliás, muitos afirmam que eles são o ativo mais importante de um negócio — o verdadeiro combustível da manufatura. Com tantos dados valiosos à disposição, ninguém quer ficar para trás. É preciso contar com funcionários que saibam como usar e extrair todo o potencial desse combustível. Somente assim será possível crescer e se destacar no mercado. Inteligência emocional Você sabe o que é inteligência emocional? É a capacidade que alguém tem de controlar suas emoções em situações estressantes. Logo, não há dúvida de que é uma habilidade importante para a indústria do futuro. Na prática, uma pessoa emocionalmente inteligente consegue identificar e controlar seus impulsos, relaciona-se bem com os colegas e não se desespera quando algo sai do controle. Isso tudo é fundamental em uma rotina repleta de altos e baixos. Criatividade As máquinas e a automação jamais substituirão a criatividade humana. Por isso, essa é uma habilidade tão valorizada dentro da indústria. Como o setor precisa ser inovador e encontrar soluções para os problemas do consumidor, as vagas de trabalho pedem essa habilidade. Afinal, a união da mente humana e de novos recursos tecnológicos é o segredo para o sucesso. Por que desenvolver essas habilidades? Ainda tem dúvidas sobre a necessidade de desenvolver essas habilidades? Então, você precisa saber que milhares de empregos serão gerados nos próximos anos, mas eles só serão preenchidos por quem estiver pronto para eles. Segundo o Mapa do Trabalho Industrial 2017-2020, do Senai, mais de 13 milhões de empregos serão gerados para profissionais com formação técnica aplicada à indústria. Portanto, aqueles que se qualificarem e tiverem as habilidades exigidas pela Indústria 4.0 contarão com um diferencial competitivo no mercado de trabalho. Lembrando que a indústria absorverá essa mão de obra qualificada porque é disso que ela precisa. Isso porque, quem reúne as habilidades mencionadas, tem mais capacidade de desenvolver um bom trabalho e de superar os desafios da rotina da manufatura. Você já começou a se adaptar para a indústria do futuro? A decisão de se preparar e investir em desenvolvimento profissional é o primeiro passo para uma carreira de sucesso. Afinal, como ficou demonstrado, o mercado de trabalho está de portas abertas para quem está atento às suas demandas. Portanto, não perca mais tempo! EQUIPE TRM
5G e o impacto na indústria

5G e o impacto na indústria O 5G (a internet móvel de quinta geração) chega ao mercado prometendo uma verdadeira revolução tecnológica mundial. Inclusive, aplicações que não são possíveis com o uso do 4G e que vão muito além da velocidade. Serão impactados com o 5G diferentes setores, como: Indústria; Automobilismo (carros autônomos); Medicina. Essa tecnologia já é utilizada em cidades da China, Coreia do Sul, Reino Unido e Estados Unidos. Em 2020, será a vez do Canadá, Noruega, Alemanha, Suíça, Japão e Austrália. No Brasil, a Anatel prevê que o leilão que definirá a distribuição de frequência aconteça no primeiro trimestre do mesmo ano. Quando um novo recurso tecnológico surge, muitos são os questionamentos. Especialmente no que diz respeito à relação humana e a robótica. Afinal de contas, dessa forma, a robótica industrial será ainda mais usada? Servirá para trabalhar em conjunto com pessoas? Antes de falarmos como será o impacto do 5G na indústria, continue lendo este artigo para conhecer como essa tecnologia irá funcionar! Afinal, o que é o 5G? O 5G é um novo padrão de transmissão de dados. Proporciona maiores velocidades, cobertura e recursos em relação ao 4G – tecnologia atualmente presente no Brasil. A promessa dessa tecnologia é conectar tudo, em qualquer lugar e o tempo todo. E oferecer um enorme potencial para a digitalização da economia, particularmente para a indústria. Estima-se que o 5G oferecerá uma velocidade de 10 a 20 vezes maior que o 4G. Na prática, um arquivo de 1GB poderia ser baixado em menos de 10 segundos. Porém, não se trata apenas de uma evolução de velocidade, como ocorreu na última transição para o 4G. A migração para o 5G representa uma mudança de paradigma das comunicações, que possibilita a criação de novos produtos, serviços e modelos de negócio. O que muda com o 5G? O 5G é muito mais eficiente em lidar de maneira simultânea com milhares de dispositivos. Desde celulares a sensores de equipamentos, câmeras de vídeo e iluminação urbana inteligente. Sua redução no atraso da circulação de informações expande as aplicações que usam big data, Inteligência Artificial (IA), realidade aumentada e infraestrutura urbana inteligente. Possibilita, por exemplo, a popularização dos serviços de telepresença (que permitem videoconferência com quem está longe) em tempo real. A tecnologia proporciona maior segurança, capacidade de tráfego, estabilidade e alta velocidade, características que o 3G e o 4G não foram capazes de oferecer. E uma das grandes vantagens é a redução da latência. 5G na indústria: menos latência nos processos Latência é o tempo de resposta de um aparelho (delay), medido entre o momento em que ele recebe um sinal até a execução da ordem recebida. Quanto menor a latência, mais rápida será a reação de um aparelho acionado à distância. No caso do 4G, esse delay é de 10 milissegundos; o 5G irá reduzir esse tempo a um milissegundo. Para entender como isso funcionaria na prática, podemos utilizar o exemplo dos testes realizados em carros autônomos. Nas redes 4G, a latência era tão alta que um veículo que estivesse a 100 km/h andaria cerca 1,4 metro até parar efetivamente ao detectar um obstáculo e enviar um comando de freio. No 5G, o automóvel se mexe apenas 2,8 cm após o comando (distância comparada ao de um sistema de freios ABS). Na indústria, um dos impactos será nos processos que utilizam Internet das Coisas (IoT), que serão muito mais velozes. 5G na indústria e a Internet das Coisas A utilização do 5G na indústria poderá acelerar inovações, principalmente no que se refere à Internet das Coisas (IoT). Com a popularização da nova tecnologia, qualquer objeto será capaz de se comunicar, o que levará a indústria a uma nova era. As fábricas poderão expandir o uso de robôs e realidade virtual, enquanto os escritórios terão mais funções automatizadas por inteligência artificial. Em abril deste ano, a empresa chinesa Huawei lançou um módulo 5G para carros autônomos, que precisarão de conexão móvel de alta velocidade para se orientar. Já a Ford anunciou o lançamento do C-V2X, um sistema baseado na tecnologia 5G para a comunicação carro/carro e carro/nuvem, que estará presente em todos os automóveis lançados nos Estados Unidos até 2022. Conectados e capazes de conversarem entre si, esses carros podem, em tempo real, tomar decisões sem depender de sensores e tecnologias caras, o que deve acelerar a viabilização desses modelos. Assim como acontecerá com a robótica industrial, que vai funcionar de forma mais automatizada. 5G na indústria vai aumentar o uso de robótica? As empresas são as grandes beneficiadas com o 5G. A tecnologia foi pensada para o mercado corporativo, pois entrega níveis de segurança, velocidade e estabilidade diferenciados. O resultado disso é a aceleração da transformação digital dos negócios, incluindo o impulsionamento da robótica colaborativa industrial. A robótica colaborativa é uma importante vantagem competitiva para a empresa, pois oferece facilidade na programação, não requer programadores experientes e pode ser realizada diretamente pelos operadores, no chão de fábrica. Por isso, a chegada da tecnologia 5G deve impulsionar ainda mais a utilização de cobots (robôs colaborativos) em empresas de todos os portes. Em termos de produtividade, agrega flexibilidade e eficiência. Robótica colaborativa com o 5G na indústria Um processo de automação eficiente e com alta competitividade é uma das principais razões para uma empresa investir em cobots, tanto pelo incremento produtivo quanto pela garantia de segurança e cumprimento de normas técnicas. Com longa e bem sucedida experiência em automação industrial, a Fersiltec está presente no mercado brasileiro de robótica industrial com o Aubo i5 e o Aubo i10, robôs que combinam as principais tecnologias esperadas em um braço robótico colaborativo. Ou seja, um robô industrial que trabalha em conjunto com pessoas na linha de produção. Entre suas características, destaca-se o aumento da segurança dos colaboradores, liberando-os de trabalhos repetitivos, em ambientes sujos ou perigosos. EQUIPE TRM Fonte: Fersiltec
Indústria 4.0 pode economizar R$ 73 bilhões ao ano para o Brasil

Os ganhos de eficiência produtiva correspondem a uma economia de R$ 31 bilhões A adoção de conceitos da Indústria 4.0 na matriz produtiva brasileira poderia gerar uma economia de R$ 73 bilhões ao ano. A quarta revolução industrial ou indústria 4.0 envolve o aumento da informatização na indústria de transformação, com máquinas e equipamentos totalmente integrados em redes de internet. Como resultado, tudo pode ser gerenciado em tempo real, até mesmo a partir de locais diferentes. “Inteligência artificial, robótica, análise de dados e a internet das coisas trabalham de forma integrada. Sensores permitem a rastreabilidade e o monitoramento remoto de todos os processos”, explica o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Guto Ferreira. A introdução de tecnologias de inteligência artificial ajuda principalmente na manutenção de equipamentos?—?a ABDI estima que a redução dos custos com reparos pode chegar a R$ 35 bilhões ao ano. Os ganhos de eficiência produtiva correspondem a uma economia de R$ 31 bilhões. Os R$ 7 bi restantes são em diminuição no gasto com energia. Outro benefício da Indústria 4.0 é a produção com menores impactos ambientais. “A otimização dos processos industriais pode levar a uma redução das emissões de CO2”, aponta o presidente da ABDI. Ele ainda destaca que é possível monitorar de forma pontual cada parte do processo produtivo: “isso resulta em uma produção mais sustentável, controlada e com menos gastos desnecessários. O consumo elevado de recursos naturais tende a cair”. A ABDI participa do grupo de trabalho do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), que está definindo as estratégias de implementação da Indústria 4.0 no Brasil. As empresas mais competitivas do ramo industrial já aderiram ao conceito. “Introduzir as técnicas no país garante que as empresas possam ganhar mercado lá fora, pois, o Brasil está pagando caro pela sua ineficiência”, afirmou Ferreira. Impactos e oportunidades O Brasil vai receber, em março de 2018, o Fórum Econômico Mundial, em sua versão América Latina, resultado de articulação do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Durante o Fórum, será lançada a Estratégia Nacional da Indústria 4.0, as bases que irão nortear a quarta revolução no Brasil. O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, durante o 1º Congresso Brasileiro de Indústria 4.0, promovido em parceria com a ABDI, em 5 de dezembro de 2017, lembrou que a mudança assusta em um primeiro momento, “mas precisamos enfrentar e tirar proveito dos impactos e das oportunidades. Ou nos preparamos e nos fortalecemos ou ficaremos para trás”, apontou. Skaf lembrou que as coisas estão mudando numa velocidade muito maior. “Muito em breve, 100 anos valerão por 20 mil anos de transformações passadas. A educação vai mudar e nossos jovens que estão hoje na escola não têm ideia de quais profissões surgirão. Muitas ocupações morrerão, outras surgirão e é preciso estar preparado”, aconselhou. Mudança de rota Para o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, que também participou do 1º Congresso Brasileiro de Indústria 4.0, em São Paulo, o Brasil está atrasado na corrida da Indústria 4.0. “Temos de reconhecer nosso atraso e recuperar o tempo perdido. Primeiro, precisamos ter atitude para mudar de rota. Em segundo, estabelecer o que é importante para nos incluirmos nessa quarta revolução, desde a indústria, que é o berço dessa mudança, até os governos e a própria sociedade”, alertou, ao acrescentar que a indústria 4.0 irá impactar todas as atividades humanas, seja na educação, saúde, segurança, transporte, logística, cultura e hábitos de consumo. “Também estamos falando da união entre as demandas de setores industriais tradicionais com as novas gerações que produzem soluções tecnológicas, as startups. O Brasil é altamente competitivo no ecossistema de startups e, cientes disso, lançamos recentemente o Programa Nacional Conexão Startup Indústria, que já está caminhando para a versão 4.0”, destacou o presidente da ABDI. Foco na pesquisa “Precisamos considerar fatores como mercado, infraestrutura e regulação”, afirmou o diretor presidente do Conselho Técnico Administrativo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Carlos Américo Pacheco. “Muitas indústrias ainda estão na era 2.0, faltam políticas de fomento e subsídios”. Ele destacou ainda a coordenação de várias instituições para apoiar as empresas. “O foco da Fapesp está na pesquisa e no conhecimento tanto com viés acadêmico como tecnológico”, disse. O diretor presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Emprapii), Jorge Almeida Guimarães, lembrou que a instituição presta serviços de fomento entre grupos de pesquisa aplicada e empresas no Brasil, com 42 unidades no país. “Um terço dessas unidades tem pesquisas sobre manufatura avançada”, disse. Para o superintendente regional da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Oswaldo Massambani, é importante estimular o aumento do investimento privado em pesquisa, desenvolvimento e inovação. “Isso é fundamental para o país”, disse. “O governo já faz muitos aportes, mas sem o investimento privado não vamos conseguir avançar muito”. Internet das Coisas Marcos Pinto do Amaral, gerente de Planejamento Powertrain da Volkswagen, disse que várias empresas podem trilhar o mesmo caminho. A Indústria 4.0, uma revolução, precisa estar na cultura da empresa. É necessário mudar o “mindset” das pessoas, sensibilizando todos na empresa, além de qualificar e requalificar todos seus níveis. A Internet das Coisas é ponto muito discutido na Volkswagen, afirmou. Destacou que apenas 27% dos projetos de IoT têm sucesso. Deu como receita redefinir o mindset, começar pequeno e adotar uma estratégia de longo prazo, selecionar parceiros que vão ajudar na pavimentação dessa estrada, reavaliar o negócio, inovar, pôr em foco um número limitado de tecnologias de IoT, daí construindo o próprio caminho. Eduardo Almeida, vice-presidente para a América Latina da Unisys, disse que o software para permitir a interoperabilidade da cadeia de produção deixa de ser industrial. “Há tendência cada vez maior de fim dos protocolos próprios e adoção de protocolos abertos, para permitir a interoperabilidade. A segurança precisa permear tudo, mas a superfície de ataque cibernético é muito maior”, afirmou. As empresas precisam de colaboração entre equipes, de conhecimento, da criação de forças-tarefa para estudar vulnerabilidades. A segurança
Perdas industriais, quais são as principais e como evitá-las?

As perdas industriais geram queda nos níveis de eficiência, comprometem o desempenho financeiro e os resultados da organização, de modo geral. Mas na verdade, o grande problema é que essas perdas vão muito além do desperdício de matérias-primas. Pensando justamente nisso é que resolvemos elaborar este post. Ao longo dos próximos tópicos, vamos explicar melhor esse cenário, mostrando com o que tais perdas estão relacionadas e o que pode ser feito para evitá-las. Continue a leitura para saber mais sobre o assunto! Falhas administrativas Nesse caso, as perdas não estão relacionadas a procedimentos operacionais e sim à gestão dos setores, das equipes e dos processos. Entre os principais problemas, podemos citar: a emissão de notas fiscais com erros; a compra de materiais incorretos; a falta de instruções bem definidas; a tomada de decisões com base em dados não confiáveis. Como evitar Antes de mais nada, é necessário fazer um mapeamento dos processos e, posteriormente, promover sua padronização. Ao mapear os fluxos de trabalho é possível saber quais etapas são desnecessárias, podendo ser eliminadas, assim como dá para estabelecer a forma como as etapas que foram mantidas devem ser cumpridas. Esse padrão deve ser formalizado para que os colaboradores envolvidos tenham ciência dos procedimentos adequados para cada situação. Em muitas empresas, isso é feito por meio da criação de um documento chamado instrução de trabalho. Tal processo ajuda a reduzir o índice de erros e a necessidade de retrabalhos, que acabam refletindo lá na frente, quando o gestor precisa tomar uma decisão ou adotar novas estratégias. Além do mais, é de suma importância investir em integração entre setores, principalmente quando as atividades são interdisciplinares. Falhas operacionais Na maioria dos casos, as falhas operacionais acontecem em decorrência de erros na execução ou por não terem sido planejadas corretamente. Isso quer dizer que, geralmente, surgem por: falta de padronização nos métodos; falta de uma rotina de manutenções preventivas estabelecida; falta de treinamento adequado para a operação das máquinas; desligamentos desnecessários. As consequências desses problemas envolvem retrabalhos, possibilidade de atrasos na conclusão dos processos e perdas financeiras. Como evitar Mais uma vez, precisamos destacar a importância da padronização e da formalização dos processos. Além disso, a empresa deve investir em treinamentos, orientando os colaboradores a respeito dos cuidados rotineiros adequados para os equipamentos, o manuseio correto dos materiais, entre outras práticas. Falhas na logística Aqui, os problemas podem estar relacionados à falta de um layout otimizado para a fábrica, o que prejudica o fluxo dos materiais, faz os colaboradores percorrerem distâncias desnecessárias e demanda mais tempo do que o necessário para a conclusão do trabalho. Essas perdas também podem estar ligadas ao transporte dos produtos até os clientes, com manuseio e acondicionamento incorretos das cargas dentro dos veículos. Até a escolha da transportadora pode se tornar problema nesse caso. Como evitar No momento em que os processos são mapeados, é possível ter uma ideia sobre quais deles estão ligados e são realizados em sequência. A partir daí, o ideal é que o layout seja planejado de forma a promover a execução dessas tarefas em setores próximos. Esse cuidado contribui para a redução da movimentação dos itens e dos colaboradores, que vão de um lugar a outro da planta para buscar os materiais necessários. Como consequência, o desperdício de tempo é reduzido. Como você deve ter concluído, esse também é outro problema que pode ser resolvido com a padronização dos processos e o treinamento adequado dos colaboradores. Perda, falta ou excesso de matéria-prima Há muitas situações em que esse problema é de responsabilidade tanto do setor de compras quanto da equipe encarregada do controle de estoque. Pode acontecer em decorrência de compras feitas sem o devido planejamento ou por problemas na gestão dos materiais. Como evitar Uma análise da Curva ABC ajuda a entender qual é o giro dos materiais (a frequência de saída), consequentemente apontando para o período e a quantidade ideais, de acordo com o planejamento da produção. Outro ponto de suma importância para evitar ocorrências desse tipo diz respeito à integração entre as áreas de produção, compras e estoque. Por meio de uma comunicação eficaz, cada setor consegue acompanhar com maior precisão quais são os níveis dos itens, quando é o momento adequado de realizar novas aquisições e qual é a previsão de entrega dos fornecedores. Nesse contexto, a empresa só faz a aquisição daqueles itens realmente necessários para determinado período, evitando faltas, excessos e até mesmo perdas — que podem acontecer por expiração de prazo de validade, deterioração ou obsolescência, por exemplo. Perda por rendimento de materiais Nesse caso, a falha pode ocorrer devido à desqualificação da mão de obra, gerando refugo, ou por problemas ligados à má qualidade do produto e ao desgaste das máquinas. Além disso, podemos citar ainda outras situações, como: falta de padronização, levando à produção de itens com peso, tamanho ou outras características fora do considerado ideal; qualidade abaixo do padrão; perdas ocasionadas durante o startup da máquina ou no setup de determinada linha. Como evitar Espera-se que todo material enviado para a produção tenha determinado rendimento. Porém, por mais que essas perdas sejam indesejadas, é sempre bom estabelecer uma margem para algumas falhas que podem acontecer durante o processo. Dito isso, também é de suma importância definir um padrão de qualidade e direcionar os esforços para que os materiais entregues estejam dentro do mínimo estabelecido, mesmo que isso signifique rever estratégias, trocar fornecedores ou até elevar um pouco os custos operacionais. No fim das contas, a economia feita com a redução de perdas pode ser o suficiente para pagar essa diferença entre um insumo inadequado e um que realmente esteja dentro dos padrões estabelecidos. Também vale a pena ressaltar a importância de estabelecer rotinas de manutenções nas máquinas e nos equipamentos, além da realização de treinamentos para qualificar os operadores responsáveis pela produção. Como você sabe, as perdas industriais fazem parte da rotina. Por mais que uma fábrica alcance a excelência nos processos, dificilmente conseguirá contar com uma operação 100% isenta de falhas.
Como corrigir gargalos mais comuns na produção

Separamos 10 gargalos mais comuns na produção. Infelizmente todos eles são problemas comuns que acontecem nas fábricas e acabam limitando ou prejudicando a produção de uma empresa. Apesar de sabermos que sempre haverá um gargalo, saber como eliminar gargalos na produção é uma habilidade importante para um gestor industrial, afinal, é dessa forma que a indústria mantém a melhoria contínua em sua produção. Neste artigo vamos listar quais são os tipos de gargalos na produção mais comuns e também como o gestor pode mitigá-los ou até mesmo eliminá-los. Vamos lá: Lista com os mais comuns tipos de gargalos na produção Para começar, vamos falar sobre os tipos de gargalos de produção que acontecem logo no início da produção e acabam gerando o maior nível de ociosidade na empresa. 1. Falta de matéria-prima Para começar a lista, vamos a falta de matéria-prima como primeiro dos tipos de gargalos mais comuns na produção. Acontece normalmente quando a fábrica não tem determinada matéria-prima ou a mesma possui uma especificação que não é suficiente para produzir o produto. Para resolver esse problema, o ideal é o gestor melhorar a sua gestão de compras, aplicar conceitos como o Just in Time e também utilizar um sistema de gestão para prover a demanda e assim planejar as entradas de materiais. Veja mais: Perdas na produção: conheça as principais causas de perda na sua produção 2. Matéria-prima antiga ou fora da validade Acontece quando a fábrica frequentemente acaba não utilizando os materiais na ordem que entram e assim estes acabam ficando antigos, muitas vezes até perdendo a validade. O ideal aqui é que a empresa utilize o formato PEPS ou FIFO (primeiro que entra, primeiro que sai) para garantir que a rotatividade de materiais não esqueça itens antigos sem uso. Veja também: 64 siglas de gestão industrial que todo gestor precisa saber 3. Problemas com fornecedor Outro tipo de gargalo na produção bastante comum é quando a empresa possui problemas com fornecedores, tais como: não cumprem o prazo de entrega ou entregam na quantidade errada. O ideal aqui é selecionar bem os seus fornecedores e manter uma boa relação com eles, para assim reduzir as chances de problemas com eles. Além disso, a sua empresa pode utilizar um sistema ERP industrial para controlar o estoque em poder de terceiros e assim monitorar a entrada e saídas no estoque do fornecedor. 4. Adequar a capacidade a demanda Caso a fábrica não tenha os seus processos bem controlados, muitas vezes o gestor não sabe se a capacidade produtiva atual é suficiente para atender a demanda do período. Para mitigar esse gargalo o gestor deve utilizar um sistema para saber qual a sua verdadeira capacidade, como estão as demandas e se a fábrica de fato está operando na velocidade necessária. Tipos de gargalo durante a produção Agora vamos aos gargalos que afetam a fábrica quando a produção já começou e os produtos estão sendo produzidos. 5. Falta de rastreamento Isso acontece quando a fábrica não consegue rastrear uma ordem de produção para saber em que etapa do roteiro de produção está. Esse tipo de problema impede um controle melhor da produção e também pode deixar seus clientes insatisfeitos. Para resolver é preciso de um sistema de gestão com rastreamento, capaz de identificar e acompanhar o avanço de cada ordem de produção no chão de fábrica. Veja também: Como localizar pedidos na fábrica e melhorar o relacionamento com seus clientes 6. Falta de material durante a produção Esse problema ocorre quando a produção precisa reduzir a velocidade ou até mesmo parar por falta de um material no meio do processo produtivo, podendo ser uma matéria-prima, insumo ou produto semi-acabado. A fábrica precisa organizar os estoques e também a movimentação dos materiais para garantir que cada etapa possui os itens necessários para realizar o seu trabalho sem interrupções. Veja também: Controle de materiais na indústria. Como fazer? 7. Falta de documentos digitalizados Acontece quando uma indústria não possui uma boa gestão de documentos e gera muitos relatórios e documentos impressos que dão trabalho e podem desacelerar a produção por conta de burocracia e falta de organização. Para solucionar esse problema, o gestor deve mudar os processos para tornar digital e automático a maior parte ou toda a geração de relatórios e documentos na produção. 8. Parada de máquina Uma máquina parada pode prejudicar imensamente o resultado de toda a empresa. Especialmente se a sua equipe só perceber o problema depois de um tempo considerável. Para resolver esse problema, o gestor deve: Investir no tipo correto de manutenção; monitorar os equipamentos com um sistema de gestão; capacitar e empoderar a equipe para resolver problemas rápidos. 9. Falta de controle de estoque Após a produção a empresa pode perder o controle dos produtos fabricados e/ou dos materiais comprados. Isso atrasa pedidos, gera prejuízos e insatisfações. Para resolver o gestor precisa ter um sistema de controle de estoque e identificar todas as entradas e saídas do armazém. Veja também: Gestão de estoque: dicas práticas para otimizar sua fábrica 10. Dificuldade para requisitar materiais Se a empresa tem lentidão ou o processo de requisitar materiais é muito burocrático, isso pode impactar o desempenho de toda a produção, afinal a sua equipe precisará investir um tempo valioso nisso. O ideal é que a empresa possua um sistema simples para requisitar materiais automaticamente dependendo da ordem de produção gerada. Fonte: Nomus
A Mão de obra e as Transformações da Indústria

Quando falamos em indústria 4.0, está claro que há um grande processo de transformação em curso na manufatura e na formatação da cadeia de valor. Mas, em meio a essa revolução tecnológica, como ficam os profissionais que terão em mãos a responsabilidade de guiar esse novo curso da história? O certo é que mudanças já estão acontecendo e quem quiser fazer parte desse momento terá de entendê-lo, buscando novas habilidades e qualificações. Isso porque as empresas exigirão um colaborador diferente, muito mais versátil, ágil e conectado. Nesse sentido, os profissionais da atual geração e os que estão entrando agora no mercado precisarão passar por um período de adaptação. É necessário compreender a mudança e tratá-la como mais um desafio na carreira, não como um entrave ou apenas mais uma imposição. Os novos sistemas atuarão para ajudar e aperfeiçoar todo o processo dentro das companhias. Um exemplo desse tipo de mudança é a entrada dos computadores na rotina das empresas e de seus funcionários. Uma geração inteira precisou se adaptar e aprender a lidar com um novo recurso. Isso atingiu desde os processos administrativos até a manufatura. E podemos dizer que é algo recente, pois muita gente ainda está se acostumando e tendo o primeiro contato com a tecnologia. Nos escritórios, os arquivos foram digitalizados e transferidos para o computador, os funcionários passaram a se comunicar virtualmente e vários processos foram informatizados. O controle de estoque, por exemplo, passou a ser feito de maneira mais moderna, assim como os registros de recursos humanos e até mesmo o desenvolvimento de produtos. Foi uma grande revolução. Na manufatura, as máquinas foram informatizadas, ganhando painéis que funcionam como computadores. Assim, muitos operadores e profissionais de manutenção tiveram que atualizar seus conhecimentos para não ficarem para trás. Aprenderam a operar esses novos equipamentos e se mantiveram no mercado agregando outras habilidades e competências. Mas essa transformação não parou. Uma grande parte dos profissionais que precisa se adaptar ao computador está lidando com outros avanços tecnológicos, como a computação na nuvem — um dos motores da indústria 4.0. Aqueles arquivos que foram digitalizados, por exemplo, estão sendo transferidos para outra forma de armazenamento. Do mesmo modo, os canais de comunicação e processos também estão migrando. Enfim, queremos dizer que as transformações não param de acontecer. A indústria 4.0 é apenas mais uma delas e, em grande medida, deriva dessas duas que citamos, com a diferença que ela contém um grau muito maior de sofisticação e complexidade. Na prática, se as máquinas vão interagir entre si e a cadeia de valor estará virtualmente interligada, as pessoas devem estar preparadas para isso. Impacto da indústria 4.0 na mão de obra Um dos impactos previstos da indústria 4.0 na mão de obra é a drástica redução tanto de postos de trabalho quanto de funções repetitivas e mais braçais. O chão de fábrica como conhecemos hoje vai mudar. Os profissionais terão um papel mais estratégico, com conhecimento mais técnico e especializado. O trabalho tende a ser muito mais flexível, pois as pessoas terão de lidar com máquinas e sistemas inteligentes. Portanto, ao mesmo tempo em que muitas funções tendem a ser extintas, outras devem surgir. O estudo Man and Machine in Industry 4.0: How Will Tecnology Transform the Industrial Workforce Through 2025, do Boston Consulting Group (BCG), afirma que a previsão é de um aumento de 6% no número de empregos até 2025 na Alemanha, país em que o termo indústria 4.0 foi criado. Nesse crescimento, a tendência, de acordo com a pesquisa, é que aumente a demanda na área de tecnologia da informação, como os profissionais de mecatrônica com habilidade em software. Novas especializações podem surgir desse contexto. O trabalho com os dados, por exemplo, criará uma demanda maior por profissionais capacitados para analisá-los. Da mesma maneira, o design terá de atuar no desenvolvimento de novas interfaces para a relação entre seres humanos e máquinas. Exigências para os profissionais na indústria 4.0 Com a tecnologia praticamente tomando conta dos processos de manufatura, uma das exigências naturais que as empresas farão é justamente a flexibilidade para se adaptar ao meio. Isso significa que as pessoas deverão demonstrar habilidade para lidar com diferentes tecnologias e interesse no aprendizado constante em relação às novas funções que surgirão nesse horizonte. No dia a dia, isso representa a necessidade de muito estudo, pesquisa e capacitação. Os profissionais deverão cada vez mais correr em busca de conhecimento para compreender esse novo momento e estarem prontos para ele. Termos como big data, internet das coisas e computação na nuvem não podem mais passar batidos. Em paralelo a isso, as empresas exigirão um perfil multidisciplinar, ou seja, não basta mais estar focado em uma única competência. É importante ter boa qualificação e ser especialista em alguma área. No entanto, será fundamental também ter conhecimento sobre outros setores e transitar bem entre eles, pois conversarão em uma frequência muito maior. A qualificação profissional, inclusive, será tema ainda mais recorrente. Se hoje as empresas se desdobram em busca dos melhores colaboradores, a indústria 4.0 intensificará essa corrida. A competição pelos talentos será mais acirrada na medida em que a tecnologia for avançando. Diante desse contexto, é importante que as empresas invistam em qualificação de mão de obra, oferecendo capacitação constante para seus colaboradores e incentivando a busca por conhecimento. Os empresários e gestores precisam ter em mente que isso não é gasto, mas investimento. Agora que já falamos sobre os impactos da indústria 4.0 nos processos de manufatura, na cadeia de valor e na mão de obra, o quarto e último texto da série que aborda o assunto dará um panorama da aplicação dessas tecnologias no Brasil. Continue acessando o blog e conferindo nossos materiais. Equipe TRM FONTE: Collabo
