O uso da tecnologia impacta a produtividade da mineração

A corrida pela inovação Digital na Mineração Com os lucros baixos, as mineradoras estão focadas em melhorar sua produtividade e a inovação digital pode fornecer esse avanço necessário. A indústria global de mineração está sob pressão. No curto prazo, a queda dos preços das commodities está comprimindo o fluxo de caixa. Olhando para o futuro, muitas minas existentes estão amadurecendo. Resultando na extração de teores de minério mais baixos e maiores distâncias de transporte da face da minas. Assim como as taxas de reposição de minério estão em declínio e os tempos de desenvolvimento de minas novas estão aumentando. Além disso, as operações de mineração em todo o mundo são 28% menos produtivas hoje do que há uma década. A indústria mudou seu foco para melhorar a produtividade “espremendo” os ativos existentes, mas essa estratégia de curta duração. Apesar dos altos e baixos do setor, a natureza da mineração permaneceu a mesma por décadas e atingir um avanço no desempenho da produtividade exige repensar como a mineração funciona. Neste artigo, descrevemos uma série de tecnologias digitais há muito tempo em andamento e que agora estão disponíveis e acessíveis o suficiente para se tornarem operacionais em escala para toda a indústria de mineração. Suas aplicações incluem a construção de uma compreensão mais abrangente da base de recursos, a otimização do fluxo de materiais e equipamentos, a melhoria da antecipação de falhas, o aumento da mecanização por meio da automação e o monitoramento do desempenho em tempo real. Sozinhas, cada uma dessas oportunidades tem potencial real. Já juntas, elas representam uma mudança fundamental tanto na melhoria da segurança, como no valor que pode ser captado no setor de mineração. Descrevemos essas oportunidades e levantamos várias questões-chave que os mineiros devem fazer a si mesmos enquanto navegam nessa jornada. O imperativo de produtividade Nossa análise mostrou que a produtividade global da mineração diminuiu 3,5% ao ano na última década. Essa tendência é evidente em commodities, geografias e na maioria das empresas de mineração. Embora haja debate sobre a causa do declínio, há um acordo universal de que esse desempenho é insustentável. À medida que a perspectiva da indústria se deteriorou, a maioria das empresas de mineração arquivou ou reduziu os planos de expansão e voltou a concentrar-se em fazer mais com menos. O resultado foi que a produtividade da mineração se nivelou e até começou a se recuperar em alguns locais e commodities. Mas ainda há um potencial significativo inexplorado para a melhoria da produtividade. Uma maneira de entender a ordem de grandeza é comparar a mineração a outras indústrias, como a produção de petróleo e gás, aço e refinamento de petróleo. Com base em nosso benchmarking, observamos um desempenho médio global da eficácia de equipamentos (OEE) de 27% para mineração subterrânea, 39% para mineração a céu aberto e 69% para britagem e moagem – comparado com 88% para produção de petróleo e gás, 90% para o aço e 92% para o refinamento de petróleo. Naturalmente, a mineração difere de outras indústrias de várias maneiras. É altamente variável, começando pela incerteza sobre a natureza do recurso sendo extraído. As operações de mineração geralmente ocorrem em ambientes extremos e em locais distantes. Mover as máquinas operadoras para o local de trabalho (seja transportando-as por aviões, movendo-as no subsolo ou com uso de outras máquinas) pode consumir tempo precioso por si só. E as tensões e estresses colocados em equipamentos de mineração por rochas de tamanho e dureza imprevisíveis resultam em danos e problemas frequentes. Mas este é exatamente o ponto central. Planejamento inteligente e coordenação de atividades são necessários para mitigar a variabilidade causada por forças externas. Dessa forma, é necessária uma execução disciplinada para eliminar a variabilidade que os mineiros criam. O caminho para uma mudança na produtividade da mineração virá através da redução e, quando possível, da eliminação da variabilidade que tornou a mineração única. Um ponto de inflexão para o setor de mineração Acreditamos que a indústria de mineração está em um ponto de inflexão, no qual as tecnologias digitais têm o potencial de criar novas maneiras de gerenciar a variabilidade e aumentar a produtividade. A adoção em grande escala de quatro diferentes grupos de tecnologias está se acelerando: Dados, poder computacional e conectividade A incorporação de um grande número de sensores em objetos físicos – produzindo grandes volumes de dados para análise e permitindo a comunicação entre máquinas – é cada vez mais acessível. Redes inteligentes podem relatar o uso de energia em milhões de lares; os sensores em poços de petróleo remotos de águas profundas fazem com que os sinais de alerta pisquem no centro de controle central quando surgem problemas. Mineradores já produzem grandes quantidades de dados de sensores, potencialmente permitindo-lhes obter uma imagem mais precisa e consistente da realidade na face rochosa do que nunca. Análise e inteligência Os avanços na análise, desde o aprendizado de máquina até as técnicas estatísticas aprimoradas para a integração de dados, ajudam a transformar vastos conjuntos de dados em insights sobre a probabilidade de eventos futuros. Empresas de telecomunicações, por exemplo, usam algoritmos inteligentes para prever a rotatividade de clientes; os varejistas os empregam para apontar ofertas aos clientes. Do mesmo modo, tarefas complexas de mineração, como modelagem geológica, programação diária e manutenção preditiva, estão cada vez mais no domínio de algoritmos inteligentes de estatística e otimização. Interação homem-máquina Os smartphones de consumo e outros dispositivos móveis transformaram a maneira como as pessoas interagem não apenas umas com as outras, mas também com máquinas. Os consumidores confiam em seus smartphones para orientar rotas, reservar táxis e monitorar sua saúde. Aplicações essas que também estão se espalhando rapidamente no campo industrial. Um exemplo são os óculos “inteligentes” que fornecem instruções aos trabalhadores que trabalham em uma linha de montagem ou a um trabalhador que realiza reparos em equipamentos, aprimorando as disciplinas operacionais. Outro exemplo é a roupa de trabalho que incorpora sensores que transmitem dados aos gerentes sobre condições perigosas e sobre a condição física dos próprios trabalhadores, melhorando os resultados de segurança. Conversão digital para físico Os avanços na
